Anitta comenta polêmica com Zé Neto e sertanejos: ‘E eu pensando que estava só fazendo uma tatuagem no tororó’

Após tatuagem intima de Anitta desencadear questionamentos sobre cachês, show de Gusttavo Lima é cancelado

Poços de Caldas, segunda, 30 de maio, por Bruna Alves para o Diário Prime — Em suma, Anitta ironizou no Twitter após polêmica que começou com uma crítica do sertanejo Zé Neto à Lei Rouanet e envolveu sua tatuagem intima. “E eu pensando que estava só fazendo uma tatuagem no tororó”, ironizou a cantora.

Em síntese, Zé Neto falou mal de Anitta e se gabou de não depender da Lei Rouanet. “Nós somos artistas que não dependemos de Lei Rouanet. Nosso cachê quem paga é o povo. A gente não precisa fazer tatuagem no ‘toba’ para mostrar se a gente está bem ou mal” , expôs o cantor.

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Assim, o discurso do parceiro de Cristiano aconteceu em um show que custou R$ 400 mil de verbas municipais de Sorriso (MT). No entanto, a fala virou uma conversa sobre outra forma de incentivo menos discutida que a Lei Rouanet, os shows pagos por prefeituras do Brasil. Dessa forma, a indireta sobre a tatuagem de Anitta, não foi bem vista pelos por seguidores dela. Desse modo, em meio a briga entre fãs, os cachês com verbas públicas para eles e outros sertanejos passaram a ser questionadas.

E eu achando que tava só fazendo uma tatuagem no tororó

— Anitta (@Anitta) May 29, 2022
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Após tatuagem íntima de Anitta desencadear questionamentos sobre cachês, show de Gusttavo Lima é cancelado
Após a repercussão sobre cachês pagos com verbas públicas, o Ministério de Roraima abriu investigação sobre show de Gusttavo Lima de R$ 800 mil em cidade de 8 mil habitantes. Ainda, outra apresentação do cantor em MG que custaria R$ 1,2 milhão foi cancelada. Desse modo, a maioria dos shows de datas comemorativas em festa de prefeituras acontecem sem licitação. Contudo, há cachês altos para grandes artistas sertanejos e também de outros estilos, como Wesley Safadão e a própria Anitta.

De antemão, Gusttavo Lima diz que “não cabe ao artista fiscalizar as contas públicas” em meio a polêmica sobre cachês de prefeituras. Em suma, o assunto deu início após o sertanejo Zé Neto criticar a Lei Rouanet em um show bancado com verba municipal.
“O valor do cachê do artista é fixado obedecendo critérios internos, baseados no cenário nacional. Tais como: logística (transporte aéreo, transporte rodoviário, etc.), Tipo do evento (show privado ou público), bem como os custos e despesas operacionais da empresa para realização do show artístico. Dentre outros fatores”, diz a nota enviada pela assessoria do cantor.
Verbas públicas de prefeituras usadas para saldar cachês de artistas viram debate após Zé Neto criticar Lei Rouanet
Contudo, shows caros com pouco controle são comuns, enquanto lei é atacada, o sertanejo faturou R$ 400 mil em show bancado por prefeitura. Também, Gusttavo Lima ganhou R$ 800 mil em apresentação. No entanto, ao final das contas, a verba é pública, assim como na Lei Rouanet.

Nesse ínterim, esses shows movimentam a economia local, geram empregos e reúnem multidões. Porem a lei que surgiu há 30 anos foi criada justamente para controlar e fiscalizar o destino dessa verba. Assim, não é só Zé Neto que se gaba de não usar a Lei Rouanet e faz grandes shows de prefeituras. Latino e Netinho, que também atacaram recentemente a lei, já fizeram shows com verbas municipais, que não chegaram aos valores dos astros acima, porem passaram ambos de R$ 120 mil.

Contudo, não é fácil fazer levantamentos desses faturamentos, pois, ao contrário da Lei Rouanet, não há um sistema ou regras de divulgação. Cada prefeitura publica age de um jeito no momento da escolha e negociação do artista. Enquanto, a lei tem um longo processo, os shows municipais, em geral, são por escolha direta, sem licitação.
Miguel Jost comenta sobre a polêmica envolvendo Anitta
“Quando se cobra recurso para cultura, falamos de um modelo institucionalizado, com editais ou leis de renúncia. Porque aí a sociedade pode acompanhar de forma correta e transparente”, diz Miguel Jost em entrevista ao portal de notícias G1.

“É uma forma muito menos republicana de acessar o recurso. O que a gente observou nos últimos anos foi uma criminalização de todas as políticas de incentivo à cultura, que foram alvo de um projeto da extrema-direita de colocá-la como um supérfluo. A cultura traz tantos benefícios que a ideia não é de gasto, mas de investimento”, completa Miguel.

Os ataques à Rouanet e a outras medidas, como se elas fossem apenas pagar shows de artistas sem nenhum plano, estão criando uma profecia autorrealizável: o governo federal desmonta essas políticas e sobram ações locais que são realmente apenas pagar shows de artistas sem nenhum plano.

Por fim, nada impede que as prefeituras criem critérios, como na Virada Cultural de São Paulo, que tem um grupo de especialistas chamados para avaliar e selecionar os shows. Contudo, essa não é a realidade da maior parte do país.

pic.twitter.com/z95qe9w8xy

— Bruno Sartori (@brunnosarttori) May 28, 2022
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