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São Paulo (SP), sexta-feira, 26 de julho de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – O terremoto na Venezuela já deixou ao menos 589 mortos desde desta última quarta-feira (24) e mais de 10 mil ainda estão desaparecidos, segundo dados do governo local. Em São Paulo, o governo do estado enviou, no início da manhã desta sexta-feira (26), ajuda humanitária para tentar minimizar o sofrimento das famílias.
Para se ter uma ideia, o terremoto na Venezuela, com epicentro no estado de Yaracuy, atingiu 7,2 de magnitude. Depois de 39 segundos, veio outro tremor, este de 7,5 graus, o que afetou muito a região de La Guaira e, também, a capital Caracas.
Nesta última quinta, um novo tremor de 5 graus na escala Richter também foi sentido. Neste caso, provavelmente foi uma réplica do primeiro, que devastou parte do país.
Equipe especializada para ajudar em terremoto na Venezuela

Na manhã desta sexta, uma equipe especializada do Corpo de Bombeiros de São Paulo embarcou para tentar ajudar as vítimas do terremoto na Venezuela. Um dos principais focos da ajuda é tentar encontrar pessoas vivas sob os escombros, o que exige equipamentos específicos e muita experiência.
Por isso, os agentes brasileiros levaram itens como mantimentos, recursos médicos e equipamentos específicos para resgate em estruturas sob colapso. Esse tremor no país vizinho é considerado um dos mais trágicos dos últimos anos.
Então, 13 bombeiros militares embarcaram, entre eles dois médicos militares. Além disso, um membro da Defesa Civil de São Paulo e outros dois cães farejadores de buscam foram juntos.
No total, são 36 profissionais compondo uma força-tarefa ao lado de agentes de Minas Gerais e do Paraná. Todos irão ajudar as equipes locais na tentativa de salvar vidas ou, ao menos, encontrar corpos e garantir um funeral mais digno, minimizando um pouco o sofrimento dos familiares que ficaram desamparados.
Profissionais possuem certificados
Todos os bombeiros de São Paulo deslocados para ajudar após o terremoto na Venezuela são experientes e possuem até certificados internacionais. Muitos deles, por exemplo, atuaram no desastre do Rio Grande do Sul, em 2024, quando teve a enchente histórica.
Outras também atuaram no tremor que atingiu a Turquia em 2023, outro país suscetível a esse tipo de manifestação da natureza. Agora, a equipe planejou toda a ação para atuar no país vizinho e conseguir ajudar os moradores locais.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a equipe usará 100% do material próprio levado para lá e não dependerá da estrutura do país vizinho no trabalho. Com isso, também evitará mais desgaste dos recursos que já ficaram bastante limitados por conta do terremoto na Venezuela.
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