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São Paulo (SP), sexta-feira, 26 de julho de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – Apontado como líder de um grupo de ‘arrastadores’ na Grande São Paulo, um homem de 40 anos acabou preso na manhã desta sexta-feira (26), durante a chamada Operação Rapere 2. A ação da Polícia Civil, que começou na semana passada, visa coibir grupos criminosos que atuam no Aeroporto de Guarulhos para extorquir passageiros, principalmente estrangeiros e turistas.
Segundo a Polícia Civil, o líder dos arrastadores foi preso em flagrante no próprio aeroporto. Na oportunidade, o homem, identificado apenas pelo apelido de ‘Zóio’, guardava novas vítimas para aplicar os golpes.
Mas, a ação policial não se limita apenas a prender o suspeito pelos crimes. Isso porque também há quatro mandados de busca e apreensão em alguns endereços, todos ligados a ele e a outros envolvidos no grupo criminoso.
Arrastadores voltam a atuar mesmo após ação

Há alguns dias, a Polícia Civil já tinha feito uma ação contra arrastadores no terminal do aeroporto de Guarulhos. No entanto, a Delegacia Seccional de Guarulhos apurou que, depois desta primeira fase da ação, ‘Zóio’ teria voltado a atuar no local e desafiou as autoridades policiais.
Agora, a prisão do suspeito foi possível porque a polícia encontrou novas imagens e, também, novos elementos que reuniu durante as diligências. Com isso, foi possível conseguir o pedido de prisão, deferido pela Justiça de São Paulo, e que tornou possível a ação na manhã desta sexta.
Luiz Romani, titular da Delegacia Seccional de Guarulhos, destacou a importância da ação. E garantiu que o trabalho não para por aí.
As investigações prosseguem para identificar outros integrantes da organização e apurar a participação dos investigados em crimes de extorsão, estelionato e associação criminosa
Como começou a operação
A Operação Rapere contra os chamados arrastadores começou depois que a Polícia Civil começou a analisar cerca de 30 boletins de ocorrência que passageiros vítimas de roubos e extorsões fizeram.
Todos eles foram vítimas do grupo na saída do aeroporto, quando eram abordados sempre na área de desembarque. No caso, a abordagem sempre oferecia corridas em carros de aplicativo e até de táxi
No entanto, na hora do serviço, eles cobravam taxas abusivas, muito acima do preço normal. E, para conseguirem receber, extorquiam e intimidavam as vítimas, gerando prejuízos e ameaças.
Na primeira fase da ação contra os arrastadores no aeroporto, a polícia conseguiu prender três pessoas. Agora, com a prisão do homem apontado como líder, a expectativa é reduzir o problema.
Por fim, para evitar a ação de arrastadores, a polícia e o próprio aeroporto recomendam aos usuários do terminal a buscarem transporte apenas nas áreas oficiais. E, assim, não aceitar as abordagens nas áreas de desembarques.
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