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São Paulo (SP), quinta-feira, 25 de junho de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – O Vereador Senival Moura (PT), de São Paulo, preso na manhã desta quinta-feira (25) por suspeita de ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital), já foi jurado de morte pela facção criminosa. No entanto, acabou perdoado depois pelos criminosos após devolver um determinado valor em dinheiro que havia sido desviado do grupo.
Isso é o que diz o MPSP (Ministério Público de São Paulo), que comandou a Operação Última Parada e acabou com a prisão do vereador e de outros três suspeitos. No caso do petista, o mesmo seria uma espécie de ‘dono oculto’ da empresa de ônibus Transunião, que atua em algumas linhas da capital paulista.
Já Adauto Soares, ex-diretor da mesma empresa, não teve a mesma sorte de Senival. E em 2020, acabou assassinado, também possivelmente a mando da facção criminosa, ainda segundo as investigações do Ministério Público e da Polícia Civil.
Vereador foi perdoado por ressarcimento

Em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (25), Ronaldo Sayeg, diretor do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), disse que o vereador ressarciu o PCC pelo valor desviado e, assim, não foi condenado à morte pelo ‘Tribunal do Crime’.
No entanto, ainda não ficou claro qual o valor que ele teria devolvido para o grupo. Mas, já se sabe que a empresa de transporte de ônibus era usada como fachada para a lavagem de dinheiro do crime organizado.
Apesar disso, ao menos nos próximos dias, a Transunião continuará circulando normalmente em São Paulo, segundo a prefeitura. Isso para não deixar os passageiros sem transportes e para, em seguida, a administração municipal pleitear uma intervenção na empresa alvo da operação nesta sexta.
Inclusive, durante a ação, a Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 194 milhões pertencentes a membros do grupo. Além disso, apreendeu carros, imóveis e embarcações.
Defesa do petista ainda não se manifestou
Por enquanto, a defesa do vereador Senival Moura não se manifestou sobre a prisão do político nesta sexta. Nas redes sociais dele, ainda não há nenhuma nota.
Contudo, Hélio Rodrigues, presidente do diretório municipal do PT, emitiu uma nota assinada onde diz que acompanhará de perto o desdobramento do caso. Disse ainda que “o Diretório Municipal do PT de São Paulo não compactua com qualquer prática ilícita e reafirma que todos os fatos devem ser rigorosamente apurados pelas autoridades competentes, com respeito à lei e às garantias constitucionais”, em relação ao vereador.
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