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São Paulo (SP), sábado, 4 de julho de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – Com apenas 7 anos, a filha da soldado da PM (Polícia Militar), Gisele Alves Santana, enfrenta crises de choro constante e precisa de tratamento psicológico após a morte da mãe, aos 32 anos, no dia 18 de fevereiro. A afirmação é dos avós maternos da criança durante a audiência de instrução nesta semana, onde o marido da policial, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, é réu por feminicídio.
Durante as audiências, inclusive, a menina foi ouvida e disse que presenciava brigas constantes entre Gisele e Geraldo Neta. A criança de 7 anos também teve orientação psicológica nos depoimentos. Na audiência de instrução, o juiz ouve todas as partes, desde defesa a acusação, para formar novos elementos para o julgamento.
Nesta audiência, das 18 testemunhas de acusação, 15 delas quiseram depor sem a presença do réu, o que é permitido por lei. Inclusive, a mãe da vítima, Marinalva Santana, foi uma delas.
Mãe de Gisele reforça relação abusiva

Em seu depoimento, a mãe de Gisele Alves disse que não tinha um bom relacionamento com o genro, principalmente depois que ele tratou mal a filha perto dos familiares. E reforçou o que já disse antes, de que o marido era extremamente ciumento e que controlava tudo, inclusive não a deixando usar batom e outras maquiagens.
No entanto, a defesa do tenente-coronel rebate as acusações e diz que o casal tinha discussões normais. Além disso, sustentou que os dois eram ciumentos dentro da relação.
No dia 18 de fevereiro, Gisele Alves morreu com um tiro na cabeça dentro do apartamento do casal, no bairro do Brás, em São Paulo. Então, Geraldo Neto chamou o 190 e disse que ela tinha se matado. Mas, o caso, inicialmente tratado como suicídio, passou para morte suspeita e, depois, para feminicídio, devido às provas que surgiram.
Réu está preso desde março
Com todas as provas reunidas contra o tenente-coronel Geral Neto sobre a morte de Gisele, a Justiça pediu a prisão preventiva dele. E isso aconteceu no dia 18 de março, um mês depois do crime. Na oportunidade, o réu estava em seu apartamento pessoal na cidade de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, onde também mantinha essa residência.
Agora, ele está preso no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo e aguarda o julgamento. Desde o início, ele sempre alegou inocência e reforçou a tese de que ela teria se matado, após o coronel supostamente ter pedido divórcio um dia antes.
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