Prevenção com medicamentos contra Covid-19: médicos atestam que não funciona, pois já houve contaminação e morte em Belo Horizonte

Profissionais alertam que tratar a doença antecipadamente não possui nenhuma eficiência

Em Belo Horizonte, assim como no restante do mundo, as pessoas estão procurando meios de fugir da pandemia. Com isso, a prevenção com medicamentos contra Covid-19 aumentou consideravelmente. Mas os médicos veem alertando a população quanto à ineficácia, já que várias famílias se contaminaram e membros faleceram na capital mineira.

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Estudos nacionais provaram que os pacientes usuários de cloroquina correm risco de contaminação tal qual quem nunca tomou o remédio Em BH, aconteceramtrês Estudos nacionais provaram que os pacientes usuários de cloroquina correm risco de contaminação tal qual quem nunca tomou o remédio – Foto: Canva Pro

Em BH, aconteceram tão três histórias diferentes, mas com os mesmos vilões: o novo Coronavírus e o uso indevido me remédios. Algumas pessoas foram contaminadas e usaram de métodos que não possuem comprovação científica de eficácia. A prevenção com medicamentos contra Covid-19 não tem qualquer fundamento, segundo profissionais da saúde.
Contaminação mesmo com a prevenção com medicamentos contra Covid-19
Foram três casos ocorridos em Belo Horizonte: um idoso precisou do oxigênio para respirar porque seu quadro piorou; uma família foi toda infectada, com somente um sobrevivente; um homem também não resistiu depois do Natal.

Tais histórias têm algo em comum: a contaminação pelo novo Coronavírus mesmo fazendo um “tratamento”. A capital de Minas Gerais possui inúmeras outras pessoas que acreditam nessa verdade sem fundamento científico: a de que é possível prevenir e tratar a doença tomando simples comprimidos.

Médicos infectologistas estão tentando combater a pandemia na cidade, atuando na linha de frente desde março de 2020. Eles relatam experiências que tiveram nesse sentido com pacientes muito doentes.
A surpresa do diagnóstico
Guilherme Lima, profissional atuante no Eduardo de Menezes, hospital referência da doença na capital, conta o que já presenciou. Ele fez o atendimento de um paciente assintomático que usava cloroquina, azitromicina, bem como ivermectina, a dita prevenção com medicamentos contra Covid-19.

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Pacientes ficaram graves e outros faleceram tomando medicações preventivas Pacientes ficaram graves e outros faleceram tomando medicações preventivas – Foto: Canva Pro

O paciente acabou se contaminando, precisando do oxigênio e ainda se surpreendeu com o fato. Afinal, para ele a “quase imunização” era certa. Entretanto, ele foi uma das provas vivas de que remédios preventivos e de tratamento não possuem eficácia comprovada.
Contaminação em família
Guilherme também atendeu uma família inteira infectada. Assim, de acordo com o médico, era feito o uso da cloroquina, que não adiantou. De todos, somente a mãe venceu a doença.

De igual modo, outros casos parecidos foram atendidos no hospital, de pessoas que acreditavam piamente que eram imunes. Tal como o homem que faleceu após as festas de fim de ano.

Já no Natal, ele apresentou febre e dores no corpo. Entretanto, somente procurou ajuda no dia 31/12, com os sintomas bem avançados. O paciente intercalava os três medicamentos, sentindo-se bem até então. Infelizmente ele veio a óbito alguns dias depois de sua internação.
Estudos acerca da prevenção com medicamentos contra Covid-19
Estudos nacionais provaram que os pacientes usuários de cloroquina correm risco de contaminação tal qual quem nunca tomou o remédio. Aproximadamente 10 mil pessoas foram voluntárias, com 400 estudantes do curso de medicina participando em 20 centros espalhados pelo Brasil.

Mas, anteriormente, outros estudos já tinham demonstrado a ineficiência dessas substâncias para prevenir ou tratar os sintomas do novo Coronavírus. Uma revista científica chegou a publicar dois estudos.

A OMS (Organização Mundial de Saúde) também divulgou resultados de pesquisas a respeito da prática. Cerca de 30 países estiveram envolvidos com mais ou menos 11,2 mil voluntários participantes. Portanto, eles provaram cientificamente que a prevenção com medicamentos contra Covid-19 não existe.

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