Geraldo Neto, réu por feminicídio, continuará preso, decide STJ

Ele é acusado de matar a esposa, a PM Gisele Alves Santana, em março deste ano

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Geraldo Neto, réu por feminicídio, continuará preso, decide STJ. Imagem: Redes sociais
Foto: Geraldo Neto, réu por feminicídio, continuará preso, decide STJ. Imagem: Redes sociais
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São Paulo (SP), terça-feira, 1 de setembro de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, 53 anos, seguirá preso preventivamente enquanto aguarda o julgamento no qual é réu pela morte da esposa, a soldado da PM (Polícia Militar), Gisele Alves Santana, 32 anos. O crime aconteceu no dia 18 de fevereiro deste ano, no apartamento onde moravam, no bairro do Brás, em São Paulo, mas ele só foi preso um mês depois, no dia 18 de março, em São José dos Campos, onde possui residência.

Nesta segunda-feira (31), o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Reynaldo Soares da Fonseca, negou o pedido da defesa para liberar Geraldo Neto. A principal alegação é de que o tenente-coronel estaria colaborando com as investigações e, por isso, queria essa medida cautelar.

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No entanto, o ministro do STJ manteve a prisão preventiva, cumprida em 18 de março. E o réu por feminicídio segue preso no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo.

Habeas corpus de Geraldo Neto será analisado

Geraldo Neto, réu por feminicídio, continuará preso, decide STJ. Imagem: Redes sociais
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Ainda assim, a Quinta Turma do STJ irá analisar o pedido de Habeas corpus para Geraldo Neto, após pedido da defesa. A decisão de se manter a prisão já foi publicada no site do STJ.

Agora, o principal motivo do juiz para manter a prisão do tenente-coronel é o possível risco de interferência na produção de provas. Isso porque o réu tinha uma posição considerada de hierarquia na PM e alguns policiais estão entre as testemunhas do caso.

Outro argumento para manter a prisão do tenente-coronel é o fato de que há indícios de que ele teria tentado eliminar vestígios de prova do crime e alterar a cena onde Gisele foi encontrada. Inclusive, no dia do crime, ele chegou a tomar banho antes de ir para a delegacia depor.

De suicídio consumado a feminicídio

No dia do crime, Geraldo Neto ligou para o 190 e disse que Gisele havia se matado com um tiro na cabeça. Ele alegou estar tomando banho, quando escutou barulho de tiro vindo do quarto.

Porém, também disse que Gisele teria tomado tal atitude após ele falar em divórcio. No entanto, o crime inicialmente registrado como suicídio consumado passou a ser tratado como morte suspeita.

Depois, com mais indícios, passou a ser tratado como feminicídio, quando a vítima é morta por ser mulher. E os laudos periciais comprovaram que a policial militar não se matou e que foi, na verdade, baleada.

Inicialmente, o depoimento de Geraldo Neto seria no último dia 28 de agosto, mas acabou remarcado par 8 de setembro. Isso por conta de um pedido do IC (Instituto de Criminalística), para que houvesse mais prazo para complementar um laudo.

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✦ Notícias — Esta reportagem, publicada hoje, é assinada por Marcos Eduardo Carvalho, editor-chefe do Diário Prime. Marcos Eduardo Carvalho, nascido em São José dos Campos, jornalista formado em 1999 pela Unitau (Universidade de Taubaté), e que trabalha também no jornal OVALE, no portal Manezinho News e nos blogues do FolhaGo, Tecnotícias, Diário Prime e Olhar Automotivo Para acompanhar mais coberturas de Marcos Eduardo Carvalho, .

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