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São Paulo (SP), domingo, 30 de agosto de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – Paulo Roberto Lima Pereira, 44 anos, policial militar assassinado a tiros na noite de sexta-feira (28), foi sepultado sob forte comoção na manhã deste domingo (30). Ele foi baleado por ladrões na Marginal Tietê, em São Paulo, e o sepultamento aconteceu em Poá, na Região Metropolitana, cidade onde morava.
Além de morrer precocemente, Paulo Roberto, que era divorciado, deixou três filhos jovens. Segundo os familiares, eles têm 13, 15 e 24 anos, e agora ficarão órfãos de pai por conta da criminalidade.
Durante o velório e o enterro o clima era de revolta e desolação entre parentes e amigos. Até mesmo alguns políticos, como o candidato a senador Guilherme Derrite (PP), se manifestaram nas redes sociais e lamentaram a morte do cabo da PM.
Paulo Roberto pode ter sido morto por gangue da pedra

Agora, a Polícia Civil investiga a morte de Paulo Roberto Lima e busca pelos assassinos. Uma das linhas de investigação é que os três criminosos envolvidos façam parte de uma chamada ‘gangue da pedra’, que coloca pedras nas ruas como emboscada para danificar carros e fazer as vítimas pararem.
E foi assim que aconteceu o crime contra o cabo da PM, que estava em seu Volkswagen Jetta preto quando percebeu algo errado com o veículo. Ao parar e ver que passou sobre uma pedra, acabou abordado pelos bandidos, que saíram da margem do rio e um deles lhe deu um ‘mata-leão’, na altura da Ponte Aricanduva.
Então, começaram a agredir o PM, até que perceberam se tratar de um policial. Assim, pegaram a arma particular da vítima, uma calibre .45 e deram vários tiros na cabeça dele, que morreu na hora.
Depois, fugiram sem levar o carro e nenhum outro pertence do policial, nem mesmo uma arma pertencente à Polícia Militar. No entanto, levaram a arma pessoal dele.
Policial foi socorrido, mas não resistiu
Após ser baleado na cabeça, Paulo Roberto ainda foi socorrido após um agente da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) ver a ação e chamar o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Então, a vítima ainda foi levada ao pronto socorro do Tatuapé, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
Os roubos na região da Marginal Tietê estão se tornando comuns e há outros tipos de gangues, como a da ‘bananeira’. Neste caso, criminosos se escondem atrás de árvores na pista e surgem na frente dos veículos em velocidade baixa para assaltar. E o PM Paulo Roberto é mais uma vítima de latrocínio na capital paulista.
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