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São Paulo (SP), sexta-feira, 28 de agosto de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – Acusado de matar a esposa, a soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana em fevereiro deste ano, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto teve seu interrogatório adiado pela segunda vez. E o motivo é a insistência de sua defesa em um laudo pericial complementar, que ainda não foi elaborado.
O crime aconteceu no dia 18 de fevereiro deste ano, no bairro do Brás, em São Paulo. Um mês depois, o marido de Gisele acabou preso a mando da Justiça, quando estava em São José dos Campos (SP), no Vale do Paraíba, onde possui um apartamento.
Desde então, ele está detido no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital paulista. Desde o início Geraldo Neto nega que tenha cometido o crime.
Gisele Alves morreu com tiro na cabeça

No dia 18 de fevereiro, Gisele morreu com um tiro na cabeça dentro do apartamento onde morava com Geraldo Neto. Eles estavam casados há mais de dois anos e ela tinha uma filha de 7 anos, fruto de um relacionamento anterior.
Na oportunidade, o tenente-coronel chamou o 190 para informar que a esposa dele tinha se matado com um tiro na cabeça. No entanto, ele mexeu na cena do crime, levou um amigo desembargador ao local e ainda tomou banho antes de ir à delegacia.
Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio consumado, mas em seguida mudou para morte suspeito. Depois, passou a ser tratado como feminicídio, quando o tenente-coronel passou a ser suspeito.
Desta maneira, a Justiça pediu a prisão preventiva dele, que sempre sustentou que nunca bateu na esposa e que ela tinha se matado por ele, supostamente, pedir o divórcio. Mas, os exames periciais mostraram que ela foi baleada e que ainda tinha marcada de agressão no pescoço.
Sobre isso, o tenente-coronel sustenta que o machucado no pescoço teria sido causado pela menina na hora de abraçar a mãe. Mas, o laudo também descarta essa possibilidade.
Audiência é remarcada para setembro
Com o adiamento do segundo interrogatório sobre o caso Gisele, que aconteceria nesta sexta-feira (28), no período da manhã, a Justiça reagendou a audiência para 8 de setembro, às 10h, no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo. O primeiro adiamento aconteceu no dia 3 de julho.
Por fim, essa é a última fase de instrução do julgamento, antes de definir se Geraldo Neto irá a júri popular. A família de Gisele, morta aos 32 anos, sustenta que ela vivia um relacionamento tóxico, com um marido ciumento e que as brigas eram constantes.
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