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São Paulo (SP), terça-feira, 1 de setembro de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – O empresário Leonardo de Souza Ceschini, 39 anos, foi condenado a 13 anos e 24 dias de prisão em regime fechado pelo assassinato da esposa, a representante comercial Érica Fernandes Alves Ceschini, então com 34 anos, no dia 31 de janeiro de 2021, em São Paulo. O julgamento, com júri popular, durou cerca de dez horas no Fórum Criminal da Barra Funda e acabou por volta das 22h.
Com Ceschini presente na sessão, ele foi algemado imediatamente e levado para o CDP (Centro de Detenção Provisória), antes de ir para o presídio. Ele, que já era réu no caso, aguardava o julgamento em liberdade condicional e agora foi condenado por homicídio qualificado por motivo fútil.
Corintiano, o empresário matou a esposa palmeirense após o clube dela ser campeão da Libertadores contra o Santos em janeiro de 2021, no auge da pandemia da Covid-19. Ele a matou com oito facadas dentro do apartamento do casal, na zona norte de São Paulo.
Ceschini matou mulher na frente dos filhos

Para agravar o caso, Ceschini matou a esposa na frente dos dois filhos gêmeos, então com dois anos. Atualmente, as duas crianças são cuidadas pelos avós maternos, que lutam no dia a dia pela educação dos dois e pelos cuidados.
Agora, a defesa do empresário promete recorrer da decisão. Antes do julgamento, quando foi interrogado, o réu permaneceu em silêncio e não falou nada.
Como o caso aconteceu antes de 2024, ele não pôde ser condenado por feminicídio (quando a vítima é morta apenas por ser mulher). Se isso acontecesse, ele provavelmente teria uma condenação maior, já que o feminicídio prevê penas de até 40 anos. Ainda não foi informado para qual presídio o empresário será levado.
Marido falou em desavença futebolística
No dia do crime, os vizinhos escuraram gritos da mulher e chamaram a PM (Polícia Militar). Ao chegarem no local, a encontraram caída, morta, com várias facadas, enquanto Ceschini também estava ferido.
Na oportunidade, disse que a mulher tentou o atacar e depois teria se defendido. Ele afirmou na hora também que havia uma desavença futebolística entre os dois.
Contudo, a investigação que se seguiu mostrou que ele era culpado pelo crime. Assim, Ceschini começa a cumprir a pena de forma imediata e, ao menos, a família da vítima sente um pouco de sensação de Justiça pelo crime que aconteceu há mais de cinco anos.
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