Fale comigo que explico 💬
São Paulo (SP), sexta-feira, 17 de julho de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – O novo ‘tarifaço’ de 25% às exportações brasileiras para os Estados Unidos, impostas pelo presidente norte-americano Donald Trump, irá gerar impacto direto nos produtos do estado de São Paulo. Segundo um levantamento da Apex Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), nesta sexta-feira (17), a medida irá atingir US$ 7,2 bilhões (cerca de R$ 40 bilhões) em exportações nacionais, sendo que US$ 3 bilhões (cerca de R$ 16 bilhões), serão de produtos paulistas.
Entre todos os estados brasileiros, São Paulo é o mais atingido pelo tarifaço de Trump. Em seguida, aparece o estado de Santa Catarina, justamente duas regiões com governadores alinhados ao líder norte-americano.
Juntos, São Paulo e Santa Catarina concentram 52% de todo o impacto financeiro que irá acontecer com a taxação imposta pelos norte-americanos. Essa medida irá entrar em vigor na próxima quarta-feira (22).
Impacto do tarifaço no Brasil

Além do estado de São Paulo e de Santa Catarina, todo o restante do país sentirá o impacto do tarifaço de 25% imposto por Trump. Inclusive, segundo as estimativas da Apex Brasil, cerca de 19,2% de tudo o que se exporta do país para os Estados Unidos será alvo de taxa extra.
Para tentar minimizar o impacto nos estados, inclusive São Paulo, a Apex deverá lançar um plano para diversificar os mercados exportadores. E isso será implementado, inicialmente, nas primeiras semanas de agosto, quando a medida norte-americana já estará em vigor.
Na prática, é uma tentativa de reduzir a dependência do mercado nos Estados Unidos e ampliar o mercado para outros lugares. Com isso, poderá reduzir o prejuízo e, até mesmo, melhorar o faturamento dessas empresas.
Com a tarifa de 25%, há o temor de que muitas dessas empresas impactadas tenham redução na margem de lucro. Consequentemente, poderá gerar corte de empregos e até mesmo deixar algumas delas inviáveis.
Quantos produtos serão atingidos
De acordo com as regras divulgadas pelo governo dos Estados Unidos, um total de 2.375 produtos brasileiros serão alvos do tarifaço. Muitos outros, como o setor de aviação, por exemplo, ficaram de fora da medida.
Na prática, as autoridades norte-americanas alegam que o Brasil adota práticas comerciais consideradas desleais em áreas como comércio digital, acesso a mercado, barreiras regulatórias, trabalho forçado e desmatamento ilegal. Em alguns casos, o tarifaço poderá chegar aos 37,5%. Ainda assim, é menos que os 50% anunciados no mesmo período do ano passado, quando os Estados Unidos acabaram recuando na medida, após muita negociação.
Participe da discussão sobre esta matéria. Sua opinião é importante.
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a comentar!