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São Paulo (SP), sábado, 29 de agosto de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – Paulo Roberto Lima Pereira, cabo da PM (Polícia Militar) morto aos 44 anos durante uma tentativa de assalto na noite desta última sexta-feira (28), em São Paulo, era divorciado, mas tinha três filhos. Depois dessa tragédia, que retrata a violência existente na capital paulista, deixou três órfãos de pai, já que os ladrões não pensaram nisso na hora de cometerem o crime.
Paulo Roberto, que levou um tiro na cabeça com a própria arma na Marginal Tietê, zona norte da capital paulista, morava e Poá, cidade vizinha na Grande São Paulo. E trabalhava na Caep (Companhia de Ações Especiais de Polícia) do CPA/M-12 (Comando de Policiamento de Área Metropolitana 12), em Mogi das Cruzes).
Segundo a Polícia Militar, o cabo estava nesta unidade desde 2023, ou seja, desde a criação da Caep em Mogi, também na Grande São Paulo. Atuante e dedicado, ele também nunca escondeu a paixão pelo trabalho na polícia. Mas, nem mesmo ele, que estava de folga, conseguiu escapar de um ataque criminoso.
Paulo Roberto morreu por ser policial

Agora, a morte do cabo Paulo Roberto é investigada pelo 73º DP (Distrito Policial), do bairro Jaçanã, zona norte de São Paulo. E a Polícia Civil trabalha com a hipótese de tentativa de latrocínio.
Além disso, o cabo teria morrido no assalto apenas por ser policial, após o desenrolar do ataque. Na noite passada, ele estava de carro, em seu Volkswagen Jetta preto, pela Marginal Tietê, provavelmente voltando para casa.
De acordo com o boletim de ocorrência, ele percebeu algum problema com a roda do carro e parou na via para ver o que era. No entanto, era uma armadilha e três bandidos saíram da margem da rua, pularam a mureta e o abordaram.
Na sequência, a vítima levou um ‘mata-leão’ de um dos bandidos, enquanto os outros dois o agredia. Neste momento, perceberam que se tratava de um cabo da PM, pegaram a arma particular da vítima e o mataram com um tiro na cabeça, dado por um revólver calibre .45.
Cabo ainda foi socorrido, mas não resistiu
Depois disso, um agente da CET (Companhia de Engenharia de Trânsito), que viu a ação, chamou o socorro para Paulo Roberto. Levado ao Pronto Socorro do Hospital Municipal do Tatuapé, não resistiu aos ferimentos e morreu ao dar entrada no local.
Por fim, ainda não há pistas dos bandidos e outros casos do tipo já foram relatados na região, já que criminosos jogam pedras grandes na via para danificar carros, que param e são surpreendidos. E Paulo Roberto, que deixou três filhos, deixou todos os seus colegas e familiares de luto, em mais uma brutalidade registrada em São Paulo.
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