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São Paulo (SP), quarta-feira, 8 de julho de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – A família de Luana Carrilho, 35 anos, morta em acidente de carro no último domingo (5), em Osasco, precisou esperar mais de 40 horas pelo reconhecimento dos corpos que ficaram carbonizados. Na tragédia que aconteceu na Rodovia Castello Branco, na altura de Osasco, ela morreu junto com a filha, Ana Luiza Carrilho Teixeira, de 5 anos, e do namorado, Eliandro Repeker, de 27.
Na oportunidade, a família de Luana estava em um Renault Kwid que foi atingido violentamente na traseira por um Honda Civic. Um homem de 29 anos que dirigia o veículo estaria alcoolizado, se recusou a fazer o teste do bafômetro e acabou preso em flagrante após sair do pronto socorro, para onde foi por conta de uma lesão na cabeça causada pela batida.
Além da tristeza e do choque pela perda dos familiares, ainda houve a dor e o drama de ter que esperar pelo reconhecimento dos corpos. Isso porque o carro em que eles estavam pegou fogo e, depois, explodiu por conta da batida, o que comprometeu a liberação imediata pelo IML (Instituto Médico Legal).
Luana morava em Ribeirão Pires

Luana Carrilho, a filha e o namorado moravam em Ribeirão Pires, na Grande São Paulo. As duas foram veladas e sepultadas no Cemitério Municipal São José, praticamente três dias após o acidente.
Uma das familiares, a prima Hortencia Carrilho, não escondeu a tristeza e a revolta com a tragédia. E deixou uma mensagem comovente nas redes sociais
Hoje meu coração está em pedaços. Perder você, prima, é como perder uma parte da minha história. Você não era apenas uma prima, era amiga, era minha irmã, minha companheira de tantas risadas. Também dói saber que a nossa pequena Aninha foi com você. Que Deus acolha vocês duas em Seus braços e lhes dê paz
O reconhecimento do corpo das vítimas foi feito apenas na terça-feira, com o sepultamento em seguida. Eliandro, o namorado de Luana, não era pai da menina.
Motorista segue preso em flagrante
O motorista de 29 anos que causou o acidente com a família de Luana Carrilho segue preso, após ser autuado em flagrante. Ele foi levado para o CDP1 de Osasco, onde aguarda os próximos procedimentos.
Após o acidente, o Corpo de Bombeiro levou cerca de uma hora para controlar as chamas no local da tragédia e outras duas horas para retirar as vítimas das ferragens. O 5º DP (Distrito Policial) de Osasco registrou o caso como homicídio culposo na direção de veículo automotor. Agora, a família de Luana, Ana Luiza e Eliandro aguardam que a Justiça seja feita para, ao menos, amenizar um pouco a dor.
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