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São Paulo (SP), quarta-feira, 1 de julho de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – O ataque sofrido pelo tenente da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar), Ronickson Pimentel dos Santos, 39 anos, na manhã do último sábado (27), foi planejado há mais de quatro meses. Isso é o que aponta o andamento das investigações realizadas pela Polícia Civil desde o final de semana.
Agora, o tenente Pimentel está internado em estado grave na UTI do hospital Mario Covas, em Santo André, na Grande São Paulo, onde até já passou por uma cirurgia. O crime aconteceu na Avenida Goiás, em São Caetano, também na Grande São Paulo, onde a vítima foi atingida por vários tiros por dois homens em uma moto. Ele já era monitorado pelos criminosos.
Inclusive, no dia seguinte, a Polícia Militar prendeu dois suspeitos, de 40 e 52 anos, e ainda apreendeu a moto, que tinha sido roubada dias antes. Além disso, conseguiu apreender um carro branco nesta terça-feira (30) que, segundo as investigações, seria dos suspeitos que deram cobertura aos criminosos que atiraram contra o tenente, que estava à paisana e desarmado. O carro em questão estava abandonado em um estacionamento no bairro de Guaianases, zona leste da capital paulista.
Tenente Pimentel: esperança em achar culpados

Agora, a polícia também já identificou um dos atiradores que quase matou o tenente Pimentel e está em busca desse suspeito. Além disso, segue em busca do outro responsável pelo ataque na Avenida Goiás no último sábado.
Com o andamento das investigações, a possibilidade de assalto está praticamente descartada. Além de não terem levado nada da vítima, ainda atiraram sem nenhum tipo de reação. Até mesmo o governador do estado, Tarcisio de Freitas (Republicanos) disse que se trata de um possível caso de tentativa de execução, e que a polícia vai fazer o possível para descobrir os culpados e prender todos eles.
Oficial da PM é irmão de Eloá Pimentel
Em 2008, a jovem Eloá Cristina Pimentel, então com 15 anos, foi vítima de feminicídio do ex-namorado, Lindemberg Nascimento, então com 22 anos. Na época, ela ficou 100 horas em cativeiro com ele em Santo André, quando acabou baleada e morta, em caso de grande repercussão nacional e que até hoje é lembrado.
Desta vez, o irmão mais velho de Eloá, que na época tinha 21 anos e estava tentando entrar para a polícia, vive esse drama. Por enquanto, a evolução de tenente Pimentel tem sido gradual e a família vive a expectativa de que ele possa se recuperar 100% e voltar à vida normal.
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