Tarcisio de Freitas recua e descarta privatização total do metrô

No entanto, o governador de São Paulo negou que essa medida seja de cunho eleitoral

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Tarcisio de Freitas recua e descarta privatização total do metrô. Imagem: João Valério/Governo do Estado SP
Foto: Tarcisio de Freitas recua e descarta privatização total do metrô. Imagem: João Valério/Governo do Estado SP
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São Paulo (SP) terça-feira 30 de junho de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – O governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas (Republicanos), já em clima de eleições, mudou o discurso nesta terça-feira (30) e recuou sobre a privatização de todas as linhas de metrô que atendem a região Metropolitana de São Paulo. Embora a desestatização seja uma de suas marcas, o político agora optou por rever sua posição inicial.

Como justificativa, Tarcisio de Freitas destacou que é necessário ter, como virtude, saber a hora de mudar de opinião sobre determinado assunto. “A capacidade que a gente tem que ter é de mudar de opinião. A gente não concede algo por conceder. Não é aquele negócio de ‘eu preciso necessariamente ter a iniciativa privada operando’. Não é isso. É como eventualmente eu posso ter mais investimentos e melhores serviços”, disse.

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Segundo o governador, o Metrô em São Paulo está trabalhando muito bem e hoje a tendência é que ele continue operando essas linhas. “Até porque, você não pode correr o risco de ter muitas linhas operadas por poucos operadores privados”, disse em entrevista à imprensa.

Tarcisio de Freitas tenta minimizar de críticas

Tarcisio de Freitas recua e descarta privatização total do metrô. Imagem: João Valério/Governo do Estado SP
Tarcisio de Freitas recua e descarta privatização total do metrô. Imagem: João Valério/Governo do Estado SP

Nos últimos tempos, Tarcísio de Freitas, que lidera a corrida para a reeleição em todas as pesquisas para o Palácio dos Bandeirantes, também sofre críticas dos opositores. E entre os principais questionamentos está a privatização de diversos serviços essenciais, como a Sabesp. A empresa vem sendo alvo de reclamação de diversos usuários e o problema certamente será explorado pelos adversários quando começar o horário eleitoral gratuito e os debates.

Especificamente em relação à mobilidade, ele também vem sendo alvo de críticas por conta da ViaMobilidade, a concessionária responsável por duas linhas do metrô e que vem sendo alvo do Ministério Público. Atualmente, a empresa é responsável pelas linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda.

Para o governador, há grande dificuldade em mobilizar operadoras privadas para o setor de transporte ferroviário. Ele ainda lembrou que o serviço fica nas mãos de poucas operadoras e, assim, é melhor que fique nas mãos do próprio Metrô, gerido pelo estado.

Tarcísio nega cunho eleitoral

Apesar de todo o clima eleitoral com a proximidade das convenções partidárias em julho, Tarcisio de Freitas negou interesse político no recuo sobre a privatização.  “Vou mudar de opinião quantas vezes forem necessárias”, disse ele, que continuou. “… A gente busca qual a melhor maneira de prestar o serviço. Você não faz nada por dogma”, afirmou.

Para o governador de São Paulo, o mais importante agora é o atendimento ao cidadão. “Sou extremamente pragmático. Não faço nada porque tenho ‘essa é a convicção’ ou que ‘esta é a verdade’. Não existe isso”, disse.

Na manhã desta terça-feira (30), Tarcisio de Freitas participou da inauguração da oitava estação da Linha 17-Ouro do Monotrilho. No evento, também afirmou que a Linha 17-Ouro do metrô terá a extensão de funcionamento do período de testes em duas horas. Com isso, passará a funcionar de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h, em operação assistida.

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✦ Notícias — Esta reportagem, publicada hoje, é assinada por Marcos Eduardo Carvalho, editor-chefe do Diário Prime. Marcos Eduardo Carvalho, nascido em São José dos Campos, jornalista formado em 1999 pela Unitau (Universidade de Taubaté), e que trabalha também no jornal OVALE, no portal Manezinho News e nos blogues do FolhaGo, Tecnotícias, Diário Prime e Olhar Automotivo Para acompanhar mais coberturas de Marcos Eduardo Carvalho, .

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