Fale comigo que explico 💬
São Paulo (SP), segunda-feira, 29 de junho de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – Quatro meses após a morte da soldado da PM (Polícia Militar), Gisele Alves Santana, 32 anos, começa nesta segunda-feira (29), a audiência de instrução do tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, 53 anos. Ele é marido da PM e principal suspeito de ter matado a esposa com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro deste ano.
Alegando inocência, Geraldo Neto sustenta que Gisele se matou com um tiro na cabeça. No entanto, a Polícia Civil juntou provas consistentes contra ele, que acabou preso preventivamente no dia 18 de março, em São José dos Campos (SP), exatamente um mês após o crime, que aconteceu no bairro do Brás, em São Paulo, onde o casal vivia.
Essa audiência deverá durar cinco dias e poderá ouvir até 40 testemunhas. E é realizada na sede da 5ª Vara do Júri do Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste da capital, embora esse primeiro dia seja tudo de forma online, devido ao jogo entre Brasil e Japão, às 14h, pela Copa do Mundo de 2026.
O que é a audiência de instrução no caso Gisele?

A audiência de instrução no caso da PM Gisele, assim como nos demais caso, é uma fase ainda inicial do processo judicial, onde se analisam as provas principais. Por isso, se ouvem as testemunhas, os peritos e até o réu, que tem o direito de se manter em silêncio.
Essa primeira sessão acontece de forma online, mas as demais acontecem de forma presencial. Nesta fase, o lado da acusação mostra as provas e as testemunhas, assim como a defesa.
Após ouvir todos os lados e os advogados e Ministério Público fazerem a perguntas necessárias, o réu costuma ser interrogado em seguida.
No entanto, o Juiz não decide a sentença do processo nesta fase do caso. E, ainda, não pode também absolver o réu. Caso o magistrado entenda que há provas suficientes, o réu é levado ao Tribunal do Júri, onde aí sim será definitivamente julgado.
Primeiro dia terá sete testemunhas
No primeiro dia da audiência de instrução no caso Gisele, sete testemunhas serão ouvidas. Um dos primeiros será o delegado Lucas de Souza Lopes, que investiga o caso, além dos peritos criminais Tadeu Gomes Correa e Amanda Rodrigues Marinone, que analisaram a cena da morte.
Inclusive, a defesa da vítima acusa Geraldo Neto de manipular a cena do crime. Ele alega que ela se matou após ele supostamente pedir o divórcio. Inicialmente, o caso era tratado como homicídio consumado, mas depois passou para homicídio suspeito e, agora, é tratado como feminicídio.
Em abril, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) definiu que o julgamento de Geraldo Neto acontecerá na Justiça Comum, já que aconteceu fora da esfera militar. Hoje, o coronel acusado de matar Gisele segue detido no presídio miliar Romão Gomes, na capital paulista.
Participe da discussão sobre esta matéria. Sua opinião é importante.
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a comentar!