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São Paulo (SP), segunda-feira, 27 de julho de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – O atentado contra Ronickson Pimentel dos Santos, 39 anos, tenente da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar), completou 30 dias nesta segunda-feira (27). E, até agora, o principal suspeito pelos disparos, Hércules da Costa Siqueira, 45 anos, o ‘Golias’ segue foragido.
No dia 27 de junho, Ronickson Pimentel estava à paisana, de moto, na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, após sair da academia. Ao parar no semáforo, foi abordado por dois homens em uma moto e sofreu os disparos na cabeça, com os suspeitos fugindo em seguida.
Depois, o tenente da Rota foi socorrido em estado grave ao hospital Mario Covas, em Santo André. Desde então, segue na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), onde luta dia a dia pela sobrevivência, embora já tenha apresentado evolução, de acordo com os últimos boletins médicos divulgados.
Ataque a Pimentel já teve quatro presos

Embora o principal acusado de atirar no tenente Pimentel ainda esteja solto, a polícia já conseguiu prender quatro suspeitos neste período. Inclusive, já matou ao menos seis outros suspeitos em confrontos durante outras ações.
A moto usada no crime foi encontrada no dia seguinte, na comunidade de Heliópolis, em São Paulo. E um dos presos é justamente quem deixou a moto lá, e que havia sido roubada dias antes.
Outros dois presos teriam dado cobertura ao crime, em um carro branco, também apreendido e que tinha placas de Taubaté (SP). Pouco depois, Golias chegou a ser visto no distrito de Quiririm, na cidade do Vale do Paraíba, disfarçado e acompanhado da esposa.
Inclusive, a Justiça já decretou a prisão preventiva dele, que também já foi visto em Peruíbe, na Baixada Santista. Desde então, a Polícia Civil oferece R$ 50 mil para quem souber do paradeiro de Golias e que ajuda a levar à prisão do suspeito.
Tenente é irmão da menina Eloá
O caso do tenente Pimentel é a segunda tragédia na família. Isso porque, em 2008, ele perdeu a irmã, então com 15 anos, assassinada pelo namorado, Lindemberg Alves, de 22 anos. Na oportunidade, Eloá Cristina Pimentel ficou 100 horas em cativeiro em Santo André, em caso que teve grande repercussão nacional.
Então, Lindemberg baleou Eloá, que morreu na hora, e Nayara, uma amiga dela que sobreviveu. Atualmente, ele cumpre pena em regime fechado de 39 anos e quatro meses de prisão pelo crime contra a irmã de Pimentel, que ainda estava fazendo prova para ingressar na Polícia Militar.
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