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São Paulo (SP), sábado, 11 de julho de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – Por conta da estiagem já prevista para este período, o Sistema Cantareira, principal reservatório de abastecimento de água do estado de São Paulo, perdeu 63 bilhões de litros em relação ao mesmo período do ano passado. Para efeito de comparação, esse índice equivale a um mês de captação do espaço.
Com isso, cresce a preocupação da população e das autoridades para um aumento do racionamento de água. Até porque o Sistema Cantareira, além de perder volume, ainda tem uma vazão que hoje fica abaixo da média histórica do local.
Por exemplo, até o dia 9 de julho, o reservatório estava com cerca de 17 mil litros de água por segundo. Porém, a média histórica para este período do ano é de 26.600 litros.
Mesmo com mais chuva, Sistema Cantareira teve volume baixo

Apesar do volume abaixo da média histórica, o Sistema Cantareira contou com um período de chuvas maior que o normal em junho de 2026. De acordo com o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), de São José dos Campos (SP), junho teve média de chuva 193% acima da média histórica. Mas, como se trata de um período de estiagem, não foi o suficiente para aumentar a vazão.
Inclusive, no último dia 7 de julho, o Cemaden emitiu um boletim técnico onde explica a situação. Segundo a nota, o Sistema Cantareira se enquadra “em condição de seca hidrológica de intensidade entre fraca e moderada, nas escalas temporais de 6 e 12 meses, respectivamente”.
Por sua vez, o Governo do Estado de São Paulo, responsável pelo sistema, diz em nota adota, desde o ano passado, estratégia para fortalecer a segurança hídrica, baseada em atuação preventiva e integrada, com mais de R$ 25 bilhões em investimentos voltados à ampliação da segurança hídrica.
Sistema estará melhor que em 2025 no fim do ano
De acordo com o Cemaden, o Sistema Cantareira ainda deverá chegar ao final de 2026 melhor que o final de 2025. Para isso, precisa que as chuvas fiquem dentro da média histórica.
Caso se confirme, o sistema chegará aos 36% no final de setembro e até 45% ao fim de dezembro. Isso mantém o reservatório na chamada faixa de atenção, mas ainda assim bem acima dos 20,2% do ano passado.
Por fim, o que alivia um pouco a crise do Sistema Cantareira é que outros quatro sistemas têm mais água que em julho de 2025. Entre eles, o Alto Tietê, com 28,3%, e o Guarapiranga, com 12,4%. Eles também ajudam no abastecimento de água da Grande São Paulo.
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