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São Paulo (SP), sexta-feira, 31 de julho de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – Em depoimento na delegacia, a esposa do policial civil José Paulo Alves Lustosa, 55 anos, Maria Aparecida da Conceição Lustosa, 53, disse que o marido estava sob efeito de cocaína quando apontou arma para ela. O caso aconteceu na madrugada de quinta-feira (30) na Rua Francisco Tomazini, no bairro Novo Osasco, em Osasco e terminou em morte, pois, a filha do casal, Fernanda Lustosa, 23, tirou a arma do pai e atirou contra ele.
Na oportunidade, o policial civil chegou a ser socorrido e levado a um hospital próximo, mas não resistiu e morreu. De acordo com as investigações, a filha tirou a arma da mão do pai e atirou contra ela, em caso que é tratado como legítima defesa.
Por isso, Fernanda foi ouvida e, em seguida, liberada. Como ela agiu para defender a mãe, terá o direito de responder ao processo em liberdade.
Policial fez ameaças, diz esposa em depoimento

Ainda no depoimento feito na delegacia, a esposa do policial civil disse que o marido estava muito alterado e que a tinha ameaçado de morte. Inclusive, essa não foi a primeira discussão entre eles e isso era algo que já vinha acontecendo há muito tempo.
Após a filha balear José Paulo, a PM (Polícia Militar) e o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foram acionados até o local. Por lá, encontraram as duas em estado de choque e chorando muito, abraçadas. Afinal de contas, não queriam que tudo terminasse em tragédia, já que foi ele quem teria começado a confusão com as duas.
Esse caso foi registrado no 5º DP (Distrito Policial) de Osasco e José Paulo foi levado para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Santo Antônio. No entanto, não resistiu aos ferimentos e morreu no atendimento.
José Paulo trabalha em Cotia
O policial civil que tentou matar a esposa e acabou morto pela filha trabalhava no 2º Distrito Policial de Cotia, no Demacro (Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo).
Mesmo com a legítima defesa, a filha de José Paulo deverá responder a processo e tanto ela quanto a mãe deverão ser ouvidas novamente pela polícia. Agora, o 2º DP de Osasco irá dar sequência às investigações e deverá também ouvir vizinhos, amigos e familiares do policial sobre possíveis outros casos de brigas e ameaças contra a esposa e a filha.
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