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São Paulo (SP), domingo, 28 de junho de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – O tenente da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar), Ronickson Pimentel, 39 anos, que hoje luta pela vida após ser baleado por criminosos na manhã de sábado (27), em São Caetano do Sul, iniciou sua trajetória na PM (Polícia Militar) justamente no dia de outra grande tragédia na família. Isso porque, em 2008, no dia em que soube que sua irmã, Eloá Cristina Pimentel, havia sido morta pelo ex-namorado Lindemberg Alves, ele iria fazer a prova do concurso estadual.
Na oportunidade, aquela morte da menina de 15 anos, que ficou 100 dias em poder do ex em um cativeiro, chamou a atenção do país inteiro e mobilizou a opinião pública. Mesmo com a dor da perda da irmã mais nova, o agora tenente Pimentel não apenas fez a prova como passou no concurso público.
Agora, quase 18 anos depois, a família vive outro drama, novamente causado pela violência. Pai de dois filhos, o tenente da Rota passou por delicada cirurgia no Hospital Mario Covas, em São Paulo, e tenta se recuperar sem sequelas.
Tentaram executar o tenente Pimentel, diz governador

Desde 2009 na Polícia Militar, quando começou como soldado, Ronickson Pimentel sempre se dedicou totalmente à carreira na área de segurança pública. E, desde 2019, está em um dos setores mais respeitados da polícia paulista.
Na manhã deste sábado, quando estava na Avenida Goiás, em sua moto e à paisana, foi abordado por dois suspeitos e levou diversos tiros. Depois, os homens fugiram e a vítima foi socorrida de helicóptero Águia em seguida.
Neste domingo de manhã, dois suspeitos, de 40 e 52 anos, foram presos no bairro de Guaianases, zona leste da capital paulista. Um deles confessou ter participado na cobertura dos autores do crime, que seguem foragidos.
O caso ganhou grande repercussão e até o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), pré-candidato à reeleição, reagiu. Nas redes sociais, disse que se tratava de uma tentativa de execução e que a Secretaria de Segurança Pública fará de tudo para encontrar os responsáveis.
Caso Eloá é lembrado até hoje
O caso da menina Eloá Pimentel, que tinha 15 anos na época do crime, ainda hoje é lembrado na crônica policial. Até porque é considerado o sequestro mais longo da história do país.
Na oportunidade, inconformado com o término do namoro, o Lindemberg a fez refém em um apartamento na cidade de Santo André, também na Grande São Paulo. Além dela, outra amiga também foi feita refém, Nayara Rodrigues.
Por fim, as duas foram baleadas no desfecho, pelo criminoso, mas Nayara conseguiu sobreviver, enquanto Eloá Pimentel morreu. Depois de quatro anos, Lindemberg foi julgado e condenado a 39 anos e três meses de cadeia, pena que cumpre até hoje.
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