Adeus, Isadora, aos 7 meses; família vê negligência médica

Menina chegou a uma UPA com coriza e febre, mas morreu com falta de ar

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Adeus, Isadora, aos 7 meses; família vê negligência médica. Imagem: Reprodução
Foto: Adeus, Isadora, aos 7 meses; família vê negligência médica. Imagem: Reprodução
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São Paulo (SP), quinta-feira, 13 de agosto de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – Isadora dos Santos Braga, de apenas 7 meses, teve sua vida interrompida na madrugada desta última terça-feira (11), em São Paulo. Ela, que apresentava febre e coriza, foi à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Tito Lopes, na região de São Miguel Paulista, zona leste da capital paulista.

No entanto, depois de tomar uma medicação, Isadora começou a passar mal e acabou transferida para o Hospital Municipal Tide Setúbal. Contudo, ela não resistiu e morreu ainda no meio do caminho, antes de chegar ao destino.

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Agora, o caso é tratado como negligência médica. De acordo com a família, a menina chegou à UPA por volta das 14h30 e os exames não apontaram nada. Mas, às 19h, a menina ficou roxa, com bolinhas vermelhas na pele e falta de ar.

Isadora foi transferida após mais de dez horas

Adeus, Isadora, aos 7 meses; família vê negligência médica. Imagem: Reprodução
Adeus, Isadora, aos 7 meses; família vê negligência médica. Imagem: Reprodução

De acordo com a avó de Isadora, Eliane Antônia de Oliveira Souza, a médica que fez o atendimento não entregou o resultado dos exames. E, com o caso se agravando, pediu à enfermeira que novamente falasse com a médica.

Contudo, a enfermeira foi atrás da profissional, que teria dito que não aguentava mais ela atrás e que tinha muitos pacientes para atender naquele momento. E orientou a transferência de hospital. Isso aconteceu mais de dez horas depois do primeiro atendimento da criança.

Naquele momento, o medo era de que uma reação alérgica aos medicamentos estivesse acontecendo com a menina. Enquanto isso, a menina já estava roxa e a família entrava em desespero.

Ainda de acordo com a avó, a médica ainda teria dito ser ‘normal’ a criança ficar roxa, enquanto a familiar rebateu, dizendo que não. Depois, contou que a criança recebeu medicação na veia e uma bombinha para falta de ar, além de não conseguirem ver a saturação da menina porque o aparelho estava quebrado.

Secretaria investiga a causa da morte

Após constatado o óbito de Isadora, o corpo foi levado ao Serviço de Verificação de Óbito, responsável por investigar o caso. Agora, a Secretaria Municipal de Saúde da capital espera o resultado para confirmar o motivo da morte da menina. Inicialmente, o atestado aponta broncopneumonia.

No hospital para onde a criança foi levada, o médico teria questionado porque a menina não foi colocada na UTI do local onde estava. Depois, tentaram uma reanimação, mas ela não resistiu e morreu por volta das 2h da madrugada.

“Apesar dos esforços empregados, a paciente evoluiu a óbito e o corpo foi encaminhado ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO), responsável pela investigação das circunstâncias da morte. A SMS aguarda o resultado do laudo para confirmação da causa. A pasta lamenta a perda e manifesta solidariedade à família. A direção da unidade permanece à disposição da família”, diz trecho da nota da Secretaria de Saúde.

Por fim, Isadora era a segunda filha da família e a mãe está arrasada, segundo a avó. Agora, eles esperam por Justiça e um boletim de ocorrência foi registrado por negligência médica.

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✦ Notícias — Esta reportagem, publicada hoje, é assinada por Marcos Eduardo Carvalho, editor-chefe do Diário Prime. Marcos Eduardo Carvalho, nascido em São José dos Campos, jornalista formado em 1999 pela Unitau (Universidade de Taubaté), e que trabalha também no jornal OVALE, no portal Manezinho News e nos blogues do FolhaGo, Tecnotícias, Diário Prime e Olhar Automotivo Para acompanhar mais coberturas de Marcos Eduardo Carvalho, .

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