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São José dos Campos (SP), sábado, 13 de junho de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – O que o Museu do Ipiranga, em São Paulo, e o Coliseu de Roma, na Itália, têm em comum? Ambos recebem a mesma tecnologia de escaneamento a laser 3D, que visa garantir a conservação do espaço na capital paulista.
A partir de julho, o Museu do Ipiranga passará por esse ‘check up’ digital para que a conservação do espaço, que passou por restauração recente, continue por mais tempo. Na prática, o local terá um escaneamento completo, por dentro e por fora. E possibilitará a análise do comportamento do prédio após a reforma pela qual passou.
Enfim, a ideia centro do programa é fazer uma conservação preventiva do museu. Afinal de contas, se trata de um dos principais símbolos da capital paulista, que ficou praticamente uma década fechado e reabriu em setembro de 2022.
Como será o escaneamento do Museu do Ipiranga?

Agora, esse escaneamento do Museu do Ipiranga irá usar um aparelho do tamanho de uma caixa de sapato. No local, irá disparar milhares de raios laser, que medirão cada centímetro do prédio com total precisão. Enfim, será possível ter uma cópia 3D completa do local.
Trocando em miúdos, o espaço irá ganhar um irmão ‘gêmeo digital’, onde será possível armazenar informações de todos os detalhes, como paredes e pisos, além de toda a estrutura. Essa tecnologia tem o nome de HBIM (Modelagem da Informação para Edifícios Históricos).
Com esse mecanismo, é possível, entre outras coisas, ver o que os olhos humanos não veem, como futuras umidades escondidas, mofos, alterações nos materiais e até problemas estruturais. Em resumo, é como se fizessem uma tomografia no Museu do Ipiranga.
Enfim, os gestores, neste caso, não irão esperar o desabamento do telhado ou uma infiltração mais profunda para agir. Neste caso, irão detectar sinais precoces de problemas e fazer pequenos reparos.
Escaneamento será feito gradualmente
Esse trabalho também permitirá que o Museu do Ipiranga permaneça aberto para os visitantes. E o laboratório Diaprem, da Universidade de Ferrara, da Itália, irá realizar esse trabalho, assim como já fez com o Coliseu de Roma.
Em São Paulo, como o escaneamento será feito de forma gradual, haverá um planejamento de atividades para não atrapalhar os funcionários e, principalmente, os visitantes.
Com isso, continuará o funcionamento normal para quem quer ir ao espaço na capital paulista. Por fim, é também uma oportunidade de garantir que a conservação do Museu do Ipiranga dure por mais tempo, sem a necessidade de grandes intervenções, o que tornaria o serviço ainda mais caro.
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