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São Paulo (SP), quarta-feira, 24 de junho de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – Uma mulher de origem espanhola está presa desde a madrugada desta quarta-feira (24), por cometer ato de injúria racial dentro de um avião no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo. Na oportunidade, ela reclamou da demora para descer da aeronave e disse que só havia ‘macacos’ no lado de fora.
Ela estava em um voo da companhia aérea Latam, que vinha de São Luís (MA) para Guarulhos. E, como naquele momento não tinha a escada necessária para o desembarque, todos tiveram que esperar dentro do avião onde houve a injúria racial.
Mas essa demora, que não foi informada de quantos minutos, foi o suficiente para irritar a passageira estrangeira. E que gerou toda a confusão com os demais ocupantes da aeronave, que se mostraram inconformados.
Após injúria racial, passageiros chamaram a Polícia Federal

Como essa passageira fez essa declaração que se configurava como injúria racial, outros passageiros presentes na aeronave se incomodaram e acionaram a Polícia Federal, conforme se prevê nesses tipos de casos.
Com isso, os agentes chegaram ao local e anunciaram a prisão em flagrante da mulher. Desse modo, acabou detida ainda na própria pista do aeroporto.
Depois, a PF enviou uma nota à imprensa onde confirma que se trata de uma passageira de cidadania espanhola. E ela foi autuada por injúria racial, o que a fez permanecer presa. Ao menos por enquanto, a mulher ainda não tinha passado pela audiência de custódia. No Brasil, o racismo é crime inafiançável, conforme previsto em lei.
Por enquanto, a companhia aérea Latam, responsável pelo voo, não se manifestou sobre o caso. Assim que houver uma novidade, a matéria será devidamente atualizada. E esse e torna mais um caso de preconceito racial que se registra no Brasil, cometido por alguém de fora.
Como se configura esse crime?
A injúria racial se confirma quando alguém ofende a honra de alguém se valendo de elementos referentes à raça, cor, etnia, religião ou origem. Já o racismo atinge o todo de uma determinada etnia ou raça.
Pela legislação brasileira, o crime de injúria racial prevê pena de reclusão entre dois e cinco anos, além de multa. E, como é comparável ao próprio racismo, também se tornou inafiançável e sem prescrição. Desde 2023, uma lei aprovada equipara as duas situações, por isso, o crime cometido pela cidadã espanhola foi considerado grave. Se valer a lei brasileira, ela terá que ficar presa ao menos até o julgamento.
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