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São Paulo (SP), segunda-feira, 15 de junho de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – A CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) gerou 61,3 mil empregos, entre indiretos, diretos e induzidos no estado de São Paulo no ano passado. Esses dados foram divulgados nesta segunda-feira (15) pelo governo do estado de São Paulo no Relatório Anual de Sustentabilidade 2025.
Segundo a administração, esse documento possui diversos indicadores dos impactos econômicos de São Paulo, além de impactos urbanos da política habitacional da CDHU e impactos sociais em diversas regiões.
Ainda de acordo com o balanço, o setor de habitação popular somou investimento de R$ 3,4 bilhões no estado em 2025. E isso se traduziu na geração de novas vagas de trabalho, mesmo que muitas delas fossem temporárias.
CDHU atende 98% das cidades

De acordo com números oficiais do governo paulista, a CDHU atende, hoje, 631 dos 645 municípios paulistas. Na prática, equivale a 98% das cidades do estado, em uma tentativa de ampliar o acesso de famílias de baixa renda em programas habitacionais e garantir uma casa própria.
Dados da Matriz do Insumo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indicam que um investimento de R$ 1 milhão na construção civil gera uma média de 18,31 postos de trabalho. E isso serviu como base para calcular as 61,3 mil vagas criadas no ano passado, devido aos R$ 3,4 bilhões investidos pela companhia.
No momento, a companhia habitacional tem as famílias com renda de até três salários mínimos como foco principal. No entanto, também tem capacidade própria de reinvestimento, segundo o Estado, já que arrecada cerca de R$ 1 bilhão por ano apenas com a chamada carteira de financiamentos.
“O impacto é especialmente percebido em municípios de pequeno e médio porte, onde a implantação de empreendimentos habitacionais contribui para o aumento da renda local, o fortalecimento do comércio e a movimentação de serviços”, diz o governo.
Subsídios ajudam a reduzir valor da prestação
De acordo com a CDHU, apenas em dezembro do ano passado, a companhia tinha 104 mil contratos ativos que receberam os chamados subsídios aplicados ao financiamento habitacional. Com isso, permite que as famílias paguem parcelas mais baratas na prestação e torne o sonho da casa própria mais viável.
Atualmente, parte das prestações paga pelos mutuários do CDHU retornam ao chamado FPHIS (Fundo Paulista de Habitação de Interesse Social). Com isso, garante a capacidade de investimento em novas habitações populares no estado, o que também mantém a capacidade de geração de novos empregos dentro do setor da construção civil paulista.
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