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São José dos Campos (SP), terça-feira, 2 de junho de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – O Capão Redondo, bairro da zona sul de São Paulo onde o publicitário Gabriel Bueno, de 25 anos, foi morto durante uma tentativa de assalto na semana passada, lidera o ranking de roubos de celular na capital paulista em 2026. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), foram 620 ocorrências registradas entre janeiro e abril.
Inclusive, a zona sul da capital paulista, onde fica o Capão Redondo, tem oito dos 15 distritos com mais casos de roubos de celular até agora em 2026. Desde o dia 1º de janeiro, foram 17.185 ocorrências desta natureza na cidade toda, ainda segundo os dados oficiais.
E o jovem Gabriel Bueno, morto na frente da esposa, voltava da academia quando tudo aconteceu. Na oportunidade, o ladrão roubou o aparelho dele, mas quando um dos criminosos viu que não era um iPhone, atirou. Então, Gabriel foi socorrido, mas morreu no hospital.
São Paulo tem 143 roubos de celular por dia, diz SSP

Por dia, São Paulo tem uma média de 143 roubos de aparelho celular, incluindo todas as regiões da cidade. Ainda assim, em comparação com o mesmo período do ano passado, houve uma queda de 18,7% nos casos. Nos primeiros quatro meses de 2025, foram 21.155 casos.
Apesar da maior concentração de casos na região sul, isso não significa que não haja muitos casos em outros locais. Por exemplo, em Pinheiros, bairro da região Oeste, os primeiros quatro meses de 2026 registraram 616 ocorrências de roubo desses aparelhos.
Em seguida, aparece o Campo Limpo (400), Jardim Ângela (382), Santo Amaro (372) e Jardim São Luís (334), todos na região sul. Mas, bairros mais centrais e de padrão elevado, como Bela Vista (268 casos) e Itaim Bibi (259), também estão na lista. Enquanto isso, Vila Mariana (255) e República (252), fecham o ‘top 10’ na capital paulista.
Jovem morto era filho único
A morte de Gabriel Bueno, na semana passada, em um roubo de celular, deixou a família em choque. Afinal de contas, ele era filho único, um jovem saudável e feliz. Assim, ninguém esperava que isso acontecesse, ainda mais desta maneira.
Apesar da redução de 18,7% nos registros em relação ao ano anterior, os roubos de celulares continuam entre os crimes mais frequentes da capital paulista. Com pouco mais de 11 milhões de habitantes, a violência é uma das principais preocupações dos moradores e visitantes.
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