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São Paulo (SP), sexta-feira, 19 de junho de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – Falsos motoristas de app foram alvos de ações policiais na tarde desta sexta-feira (19) em São Paulo. Mais especificamente, de golpistas que costumam atuar no lado de fora do Aeroporto Internacional de Guarulhos, hoje considerado o mais movimentado do Brasil.
Essa ação contra os falsos motoristas de app em São Paulo possui seis mandados de buscam e apreensão, além de outros três mandados de prisão temporária, todos expedidos pela Justiça. Até agora, o trabalho da Polícia Civil já identificou, pelo menos, seis criminosos que fazem esse tipo de crime no aeroporto.
Eles também são conhecidos como ‘arrastadores’ no jargão policial. No aeroporto, eles criam diversos tipos de problemas e prejuízos aos passageiros e até mesmo a outros motoristas, que atuam na legalidade.
Falsos motoristas coagem passageiros

Esses falsos motoristas de aplicativo costumam abordar os passageiros, principalmente estrangeiros e de outros estados, na saída do aeroporto de Guarulhos. E, por essas pessoas não conhecerem a região se tornam ‘presas fáceis’ para os criminosos, que aproveitam do alto movimento e da vulnerabilidade momentânea dessas pessoas para fazerem novas vítimas no dia a dia.
Ainda de acordo com a investigações, os arrastadores são parte de um grande esquema de extorsão, que gera muitos prejuízos aos passageiros. Por não serem legalizados, chegam a cobrar até 70 vezes a mais pelo valor de uma corrida e coagem as vítimas a pagarem.
Quando se tratam também de idosos, ainda mais vulneráveis, as ameaças são maiores. Com medo, as vítimas cedem e acabam pagando mais caro pelas viagens.
E não apenas isso: os arrastadores ainda criam problemas para os motoristas de aplicativos e para os taxistas regularizados no terminal. Eles acuam os trabalhadores e os ameaçam.
A principal tática dos criminosos é abordar os clientes logo após o desembarque, fora da área destinada ao serviço. Mas, no caminho, cobravam taxas muito maiores que o previsto e praticavam as ameaças.
Esquema é identificado há cinco anos
Segundo a PRF (Polícia Rodoviária Federal), esse esquema com os falsos motoristas de aplicativos já é algo que tem, pelo menos, cinco anos na Grande São Paulo. Mas, até hoje, não foram totalmente solucionados.
A estimativa é que a atuação criminosa fature cerca de R$ 3 milhões por mês e utilize cerca de 100 carros. Em nota, a GRU Airport, que gerencia o aeroporto de Guarulhos, informou que sempre faz fiscalizações contra esses grupos e orienta os passageiros a sempre recusarem essas abordagens, buscam locais como a Praça Pic-UP do Terminal 2, onde estão os serviços longe dos falsos motoristas de app.
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