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São Paulo (SP), sexta-feira, 14 de agosto de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – A cidade de São Paulo poderá ganhar mais de 1.100 novos ônibus elétricos e, ainda, concluir o programa Avança Saúde 2. Para isso, a prefeitura conseguiu três operações de crédito internacional, que serão custeadas pelos cofres do município, com valores que chegam aos R$ 3,62 bilhões.
De acordo com a prefeitura, esse crédito só poderá ser destinado para essas duas operações, de mobilidade e de saúde. Ainda segundo a administração, esse dinheiro em forma de empréstimo chegará por intermédio do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e do Bird (Banco Mundial).
Para isso se concretizar, a prefeitura precisou ainda de autorização do Senado Federal, o que aconteceu nesta última quinta-feira (13), durante sessão extraordinária. Segundo Luis Felipe Vidal Arellano, secretário municipal da fazenda, a ideia é seguir com a descarbonização da frota de ônibus e ainda melhorar o sistema municipal de saúde.
Como o crédito será distribuído

Do total previsto para esse crédito em São Paulo, cerca de R$ 2,56 bilhões serão usados para dois financiamentos, um em contrato com o BID e outro com o Bird. E irão para o Programa de Redução da Emissão de Gases Poluentes por meio da Eletrificação da Frota de Ônibus da capital.
Desta maneira, o dinheiro que entrar deverá permitir a aquisição de mais 1.100 novos ônibus elétricos. Além de ajudar a combater a poluição, também irá reduzir o excesso de ruído causado pelos veículos, especialmente os movidos a diesel.
Além dos novos veículos, o dinheiro também irá ajudar em ações para melhorar a qualidade e confiança do serviço. Assim, se espera contribuir para a transição do sistema de ônibus na capital paulista, cidade que conta com mais de 11 milhões de habitantes.
Como será a aplicação na saúde
Já na área de saúde, o crédito destinado será de R$ 1,06 bilhão, no Avança Saúde 2. Neste caso, o financiamento será com o recurso do BID.
Segundo a prefeitura, a ideia é a modernização da rede hospitalar e a atenção especializada. Além disso, irá melhorar a estrutura física, com equipamentos e novos processos de atendimento.
Em julho, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), já tinha cobrado o Congresso Nacional sobre a demora na liberação desses aportes, que precisam passar pelo Senado. Na oportunidade, o prefeito enviou ofício tanto para o Senado quanto para o TCU (Tribunal de Contas da União) para liberar o crédito que já tinha aval técnico tanto do Tesouro Nacional quanto da PGFN (Procuradoria Geral da Fazenda Nacional).
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