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São Paulo (SP), quinta-feira, 25 de junho de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – O ex-ministro e ex-governador de São Paulo, Márcio França (PSB), será o pré-candidato a vice na chapa do também ex-ministro Fernando Haddad (PT), ao governo estadual no segundo semestre de 2026. O nome foi definido oficialmente no início da tarde desta quinta-feira (25), após encontro entre os dois.
Inicialmente, a ideia era lançar uma candidatura própria de Márcio França, como uma espécie de terceira via e evitar a eleição em primeiro turno do atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). No entanto, a cúpula dos partidos entender que seria melhor compor a chapa de Haddad.
Na semana passada, Kim Kataguiri (Missão) e Paulo Serra (PSDB), dois pré-candidatos de direita, desistiram para concorrer à Câmara dos Deputados. Com isso, a disputa em São Paulo ficaria apenas com dois nomes fortes para a disputa e que colocaria Tarcísio em vantagem.
Márcio França quer aproximação com prefeitos

Com a oficialização de Márcio França na chapa de Fernando Haddad, a aposta do nome do PSB é em uma aproximação com os prefeitos do interior. Segundo ele, o atual governo não tem essa proximidade e agora é o momento de ouvir as outras demandas.
Nas últimas pesquisas de intenção de voto, Tarcísio de Freitas sempre aparece com mais de 41%, que o coloca na frente de Haddad, mas sem vencer no primeiro turno. No entanto, ainda consideravam os nomes de Kim e Serra na disputa.
Sem os dois, há a perspectiva de que esses votos migrem para o atual governador, o que poderia o colocar novamente no Palácio dos Bandeirantes. E sem precisar do segundo turno.
Apoiado pelo presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva (PT), Haddad tenta governar o estado pela primeira vez. Entre 2013 e 2016, ele foi prefeito, mas não conseguiu se reeleger e, na época, sequer chegou ao segundo turno.
Márcio França já foi vice-governador
Agora, Márcio França tem a chance de, novamente, voltar ao Palácio dos Bandeirantes. Ele foi eleito vice-governador em 2014, na chapa de Geraldo Alckmin, então no PSDB.
Em uma reviravolta política, hoje Alckmin é vice-presidente de Lula e tem o apoio do PT, um adversário histórico. Em 2018, quando Alckmin renunciou para disputar o Palácio do Planalto, França assumiu o poder.
Então, Márcio França comandou São Paulo até o final daquele ano, quando João Doria foi eleito e assumiu o governo em janeiro de 2019. Em julho deste ano, as convenções partidárias irão oficializar as candidaturas.
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