Fale comigo que explico 💬
São Paulo (SP), quarta-feira, 24 de junho de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – São Paulo tem 94,1% de seu tratamento de esgoto, considerando toda a área da capital paulista. Isso é o que mostra do Índice de Economias Conectadas ao Tratamento de Esgoto da Sabesp, companhia privada responsável pelo abastecimento da cidade.
De acordo com o levantamento, em 2024, São Paulo tinha tratamento de esgoto em 86% das casas. Assim, houve um aumento de 8% em dois anos.
Segundo o governo de São Paulo, a meta agora é chegar aos 99% e atingir a chamada universalização. Isso está previsto para um prazo de quatro anos, cumprindo o Novo Marco Legal do Saneamento.
Tratamento de esgoto tem 120% de aumento, segundo a Sabesp

Ainda de acordo com a Sabesp, o tratamento de esgoto na capital paulista teve um aumento de 120% nos investimentos desde a privatização da empresa, em 2024. Neste período, a empresa também sofreu muitas reclamações por parte de usuários, principalmente por conta de cobranças consideradas abusivas nas contas de água.
Ao menos, na questão do esgoto, os resultados mostram melhoria no trabalho. Em termos de distribuição de água e coleta de esgoto, São Paulo já atingiu essa universalização, pois, chegou a 99,98% em uma e 99,26% em outra. Isso é o que mostra os dados divulgados pelo Sinisa (Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico).
Segundo o Governo de São Paulo, entretanto, essa melhoria não contabiliza ainda as áreas rurais e irregulares. Isso porque, no momento, passam por censo detalhado para, inclusive, nortear as ações no serviço de saneamento básico na capital.
Antes, o contrato da Sabesp contemplava apenas atendimento em áreas regulares ou que estivessem em processo de regularização. Já as outras ficavam sem o atendimento da então empresa estatal. Agora, desde 2025, acontece esse censo de mapeamento para ampliar o serviço.
Saneamento impacta na qualidade de vida, diz MIT
Uma pesquisa realizada pelo MIT Technology Review, dos Estados Unidos, aponta que a expansão do tratamento de esgoto em cidades como São Paulo causa uma melhora na qualidade de vida dos moradores. Isso porque minimiza o despejo irregular em rios e córregos. Além disso, ajuda a coibir a proliferação de doenças, especialmente as causadas pelo contato com água suja.
Consequentemente, também impacta no desenvolvimento econômico e social de uma determinada região. Atualmente, as áreas que possuem o devido atendimento de saneamento têm moradores com renda média de R$ 3.359. Por outro lado, quem não tem o acesso devido ao tratamento de esgoto, possui renda média de R$ 2.103.
Participe da discussão sobre esta matéria. Sua opinião é importante.
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a comentar!