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São José dos Campos (SP), quinta-feira, 4 de junho de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – A cidade de São Paulo poderá ter um orçamento de R$ 138,6 bilhões em 2027. O valor, que representa aumento em relação ao orçamento deste ano, começou a ser discutido pelos vereadores e deverá influenciar investimentos em áreas como saúde, educação e habitação.
Em 2026, a LOA ficou em R$ 137,4 bilhões e, para o ano que vem, a previsão é de aumento de 0,87%. Na noite de quarta-feira (3), a Comissão de Finanças e Orçamento comandou o último encontro, que também contou com a participação de populares.
A PL 299/2026, de autoria do Poder Legislativo, visa gerar uma previsão de gastos para o ano seguinte. Assim, terá uma previsão para a LOA (Lei Orçamentária Anual), que será votada antes do recesso do final do ano.
Nesta terça, a possível inclusão de políticas públicas para idosos esteve entre os temas mais discutidos. Isso porque, com o envelhecimento da população paulistana, essa preocupação aumenta muito.
Como os R$ 138,6 bilhões do orçamento poderão ser usados em São Paulo
Na prática, a LOA irá garantir a fixação do que a prefeitura poderá gastar no ano seguinte dentro do orçamento. E, com os valores já definidos, poderá destinar os valores para as determinadas áreas. Por exemplo, saúde e educação ficam com as maiores fatias.
Agora, os vereadores vão iniciar a votação, que ainda não tem uma data fixa para acontecer. Se a proposta for aprovada, irá nortear a LOA no segundo semestre.
Durante a audiência, o espaço foi aberto para os moradores darem suas sugestões. Por exemplo, teve morador que questionou a falta de espaço para artistas populares da cidade. Segundo André Luiz, conhecido como ‘Rapper Pirata’, apenas os grandes artistas ganham espaço na Virada Cultural, enquanto os PCD (Pessoas com Deficiência) e os moradores da periferia ficariam de fora.
Tribunal de Contas pede mais participação popular na elaboração do orçamento
Durante a audiência para iniciar a montagem do orçamento para 2027, o representante do TCM (Tribunal de Contas do Município), Luciano Teixeira, destacou a necessidade de ampliação dos conselhos representantes durante a elaboração da LDO em São Paulo.
Depois, disse ainda que falta mais participação da sociedade civil na hora da construção de propostas. Por isso, entende que é necessário um fortalecimento dos instrumentos de participação popular na hora de formular a LDO.
Na hora das falas dos vereadores, Silvinho Leite (União), membro da Comissão de Finanças e Orçamento, destacou a necessidade de políticas públicas para os idosos. Enquanto isso, o presidente da comissão, João Ananias, também chamou a atenção para pessoas que foram despejadas de suas casas e precisam de moradias na capital paulista.
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