Fale comigo que explico 💬
São Paulo (SP), quinta-feira, 23 de julho de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – A mãe do pequeno Abdoulaye Dieng, de um ano e quatro meses, que morreu na creche Luz do Brás, em São Paulo, passou mal após saber da notícia na manhã desta última quarta-feira (22). O menino, que ficou preso por cerca de seis minutos em uma grade antes de ser socorrido, ainda foi levado com vida à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Mooca, mas não resistiu e morreu.
Esse caso da creche no Brás é investigado como homicídio culposo (quando não há intenção de matar), pelo 8º DP (Distrito Policial). A cabeça de Abdoulaye Dieng ficou presa entre um espelho e uma barra de ferro enquanto brincava em uma sala multiuso.
O menino é filho de pais senegaleses, que vivem no Brasil há oito anos. Imagens de câmeras de segurança mostram que Abdoulaye Dieng ficou seis minutos tentando se soltar e que só depois disso as monitoras perceberam e foram o socorrer.
‘Vai ser muito difícil recuperar’, diz pai do menino morto na creche

Para a família, a dor da perda é algo que certamente será difícil de recuperar. O pai de Abdoulaye Dieng, o vendedor senegalês Ibrahima Dieng, disse em entrevista à Rede Globo só tem vontade de chorar após o filho perder a vida na creche municipal.
Segundo ele, será muito difícil conseguir esquecer essa dor da perda do filho. “(A mãe da criança) chora muito. É triste, muito. Vai ser muito difícil recuperar”, afirmou Ibrahima, sem esconder a emoção.
Segundo ele, o filho foi deixado no Brás por volta das 7h30, como acontece todos os dias. E, por volta das 9h20, a escola ligou para a PM (Polícia Militar), que foi socorrer o menino, que tinha deitado no chão e colocado a cabeça no vão da barra metálica que protege um espelho.
Profissionais são investigados
Agora, cinco profissionais da creche, incluindo direção e coordenação, são investigados pela morte da criança. A defesa do menino vê negligência da creche por conta da demora no socorro.
Outra cobrança da defesa é que os funcionários, ao invés de acionarem o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) ou o Corpo de Bombeiros, já o levaram direto para a UPA da Mooca.
Em nota, a SME (Secretaria Municipal de Educação) lamentou profundamente o ocorrido e manifestou solidariedade aos familiares, amigos e disse que equipes da Diretoria Regional de Educação e do Núcleo de Apoio e Acompanhamento para a Aprendizagem estão prestando o suporte necessário à família.
Participe da discussão sobre esta matéria. Sua opinião é importante.
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a comentar!