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São Paulo (SP), quinta-feira, 6 de agosto de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – Após 33 horas de fogo, o incêndio em uma fábrica de solventes em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, finalmente foi totalmente extinto na madrugada desta quinta-feira (6), por volta da 00h10. Desde as 15h de terça-feira até então, grandes explosões aconteceram e assustaram trabalhadores e moradores da região.
Ao menos não houve registro de nenhum ferido, apesar do incêndio ser considerado de grandes proporções. A Quema Química, que fica na estrada do Bonsucesso, no bairro Rio Abaixo, ainda não divulgou um balanço do tamanho do prejuízo financeiro que teve com o acidente.
Aliás, as explosões foram tão fortes que bueiros também explodiram nas ruas próximas. E foi possível acompanhar as labaredas até da cidade vizinha de Guarulhos, cerca a cerca de 20 quilômetros do local.
Por que o incêndio demorou tanto para ser controlado

Um dos principais motivos da demora de quase dois dias para controlar o incêndio foi a quantidade de material inflamável. Isso porque a Quema Química tinha cerca de dois milhões de litros de produtos inflamáveis.
Desta maneira, se tornou ainda mais fácil a expansão do fogo e o risco de novas explosões, mas que foram controladas. E, justamente por esse risco, o trabalho de rescaldo do Corpo de Bombeiros foi ainda mais demorado.
Durante o período de combate ao fogo, foram necessários 95 agentes dos Bombeiros e 33 viaturas. Isso sem contar o suporte da Polícia Militar e da Defesa Civil da cidade, devido ao grande porte do acidente.
Inclusive, mais de 200 casas precisaram ser evacuadas temporariamente, por precaução. No período, os moradores puderam usar uma estrutura montada em uma escola municipal, com todos os mantimentos necessários, caso precisassem naquele momento. Eles ainda aguardam a autorização para retornar às residências.
Indústria estava regular, diz SSP
A origem do incêndio na fábrica de solventes ainda será investigada pela perícia. No entanto, a SSP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo) informou que a Quema Química estava totalmente regularizada e que tinha o AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros) em dia.
Nesta fábrica, que foi totalmente evacuada durante o incêndio, se produz itens como tolueno, hexano, álcool etílico, acetato de etila, acetato de butila e resinas. Segundo o Corpo de Bombeiro, o espaço conta com 24 tanques de 30 mil litros, seis tanques de 5 mil litros e mais de 100 recipientes IBC para armazenar os produtos. Enfim, por ser uma empresa com muitos produtos inflamáveis, o incêndio se tornou ainda maior e mais perigoso.
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