São Paulo (SP), terça-feira, 2 de julho de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – Preparem os bolsos: os clientes da Enel, distribuidora de energia responsável pela cidade de São Paulo e outros 23 municípios da Região Metropolitana, irão pagar mais caro pela energia elétrica a partir deste sábado (4). Na oportunidade, o aumento médio será na casa dos 10,18%, segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), responsável pela regulação dos valores.
Ainda segundo a agência, os chamados consumidores de baixa tensão da Enel, o que inclui residências, comércios e pequenas indústrias, o valor do reajuste fica em 8,97%. Já as grandes indústrias terão aumento maior, que chega aos 15% a partir de sábado.
Na oportunidade, cerca de 9 milhões de clientes da concessionária que atua em São Paulo serão afetados pelo reajuste. Esse reajuste é mais que o dobro da inflação do período, já que nos últimos 12 meses, ficou em 4,72%, segundo o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).
Enel é contestada por clientes e governo
Esse aumento do valor da energia elétrica aos consumidores da Enel vem em um momento de muita contestação contra a distribuidora de energia. Isso porque, na Grande São Paulo, são constantes as reclamações sobre o serviço prestado pela empresa privada.
Por exemplo, em dezembro do ano passado, após fortes chuvas que atingiram a região, cerca de 4,4 milhões de clientes ficaram sem energia elétrica por mais de 24 horas. Inicialmente, 2,2 milhões de residências e comércios ficaram sem luz durante parte do mês.
Na oportunidade, mais de 46% dos clientes ficaram acima de 24 horas no escuro. No caso do comércio, o cenário foi mais grave, pois nesta época do ano o movimento de consumidores por conta das festas de ano é maior e isso gerou muitos prejuízos.
A concessionária, na época, culpou a prefeitura por falta de podas nas árvores, o que teria dificultado o trabalho de retomada. Já a administração municipal negou e culpou a concessionária.
Empresa tem contrato até 2028
Atualmente, a Enel tem contrato de concessão até 2028 na Grande São Paulo, mais já pediu formalmente o aumento por mais 30 anos. Eles estão com esse contrato atual desde 2018.
Porém, o governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas (Republicanos) e o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), defendem o rompimento do contrato antes do prazo, na chamada caducidade. Inclusive, já entraram com esse pedido na Enel, colocando outra empresa no lugar.
Por fim, a Enel mantém o interesse de permanecer e ainda ampliar o contrato. E o futuro da concessionária no estado de São Paulo ainda segue indefinido.
