Caso Gisele: em audiência, Neto nega ter esganado esposa

PM de 32 anos foi morta no dia 18 de fevereiro e marido é réu no caso

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Caso Gisele: em audiência, Neto nega ter esganado esposa. Imagem: TJSP
Foto: Caso Gisele: em audiência, Neto nega ter esganado esposa. Imagem: TJSP
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São Paulo (SP), terça-feira, 2 de julho de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, 53, acusado de matar a esposa Gisele Alves Santana, 32 anos, também policial militar, negou que tenha esganado a esposa no dia do crime, que aconteceu no dia 18 de fevereiro. Na audiência de instrução, que começou nesta terça-feira (30), o assunto foi tratado pelas testemunhas e teve a participação dele por vídeo.

Nesta quarta (1), o delegado Lucas de Souza Lopes, mencionou as marcas de unha na mandíbula e no pescoço de Gisele. Neste momento, Geraldo Neto fez um gesto com as mãos, mostrando que não teria unhas. Ele sustenta que as marcas teriam sido causadas pela filha da PM, uma menina de 7 anos, mas os laudos periciais mostram que essas marcas são incompatíveis com uma criança.

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Na audiência de instrução, o juiz não pode decidir o caso, mas deve ouvir as testemunhas, tanto de defesa quanto de acusação. E o réu também tem o direito de se manifestar, caso queira.

Gisele foi morta com tiro na cabeça

Caso Gisele: em audiência, Neto nega ter esganado esposa. Imagem: Arquivo pessoal
Caso Gisele: em audiência, Neto nega ter esganado esposa. Imagem: Arquivo pessoal

A PM Gisele Alves Santana morreu com um tiro na cabeça no apartamento onde morava com o marido Geraldo Neto no bairro do Brás, centro de São Paulo. Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio consumado, já que ele ligou para o 190, pediu socorro e alegou que ela teria atirado contra si mesma, após uma discussão sobre divórcio.

Ele alegou ainda que estava no banho quando escutou o barulho do tiro. No entanto, as investigações avançaram e caso logo passou para morte suspeita e, em seguida, feminicídio, por conta dos indícios.

Desde o início, Geraldo Neto nega que tenha matado a esposa e sempre se disse inocente. No entanto, um mês depois, em 18 de março, ele foi preso em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, onde tem um apartamento.

A partir dali, ele foi levado para o presídio militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo. E segue preso preventivamente enquanto aguarda o julgamento.

Quantas pessoas serão ouvidas

De acordo com o processo, essa audiência de instrução irá ouvir 34 pessoas, entre familiares de Gisele, advogados dos dois lados e os peritos que atuaram no caso, além de policias e bombeiros. Essa fase está prevista para acabar nesta sexta-feira (3).

O caso teve bastante repercussão nacional e os familiares de Gisele acusam Geraldo Neto de um relacionamento tóxico com a esposa. Inclusive, a família dela nega que ele tenha pedido divórcio e garante que foi ela quem pediu a separação, por não agüentar mais o ciúme doentio dele e por a tratar mal inclusive perto da filha, fruto de um relacionamento anterior.

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✦ Notícias — Esta reportagem, publicada hoje, é assinada por Marcos Eduardo Carvalho, editor-chefe do Diário Prime. Marcos Eduardo Carvalho, nascido em São José dos Campos, jornalista formado em 1999 pela Unitau (Universidade de Taubaté), e que trabalha também no jornal OVALE, no portal Manezinho News e nos blogues do FolhaGo, Tecnotícias, Diário Prime e Olhar Automotivo Para acompanhar mais coberturas de Marcos Eduardo Carvalho, .

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