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São Paulo (SP), quarta-feira, 5 de agosto de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – Enfim, a greve dos metroviários da CPTM acabou, após quase 48 de caos no trânsito em São Paulo. Na tarde desta quarta-feira (5), o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil aceitou a proposta apresentada pelo governo do estado durante a audiência de dissídio coletivo no TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região).
Com isso, todos eles já voltaram ao trabalho no final da tarde desta quarta-feira, nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM. Eles tinham parado na meia noite do dia 4 de agosto e exigiram que houvesse garantia de estabilidade no emprego após a concessão para a Trivia Trens, que ganhou a licitação dessas linhas.
Durante essas quase 48 horas, o rodízio de veículos foi suspenso pela prefeitura de São Paulo, enquanto o governo teve que ativar o plano de contingência com 195 ônibus gratuitos. Isso porque as três linhas paralisadas comportam quase um milhão de passageiros por dia.
Audiência teve representantes da CPTM

Na audiência desta quarta, houve participação de representantes da CPMT, do sindicato, do governo paulista e do MPT (Ministério Público do Trabalho). E houve a volta de 100% dos colaboradores ao trabalho após às 16h.
Esse também foi um pedido do governador Tarcisio de Freitas (Republicanos), para que os trabalhadores e estudantes não fossem prejudicados no horário de pico. Nesta manhã, a cidade registrou mais de 708 quilômetros de congestionamento, segundo dados da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego).
Após a audiência, houve uma assembleia, onde 157 funcionários votaram. Segundo o sindicato, em nota, apenas 26 foram contra encerrar a greve nesta tarde.
No entanto, se a paralisação continuasse, a multa diária para o sindicato seria de R$ 5 milhões ao dia. Isso porque descumpriram a determinação judicial de manter, pelo menos, 80% dos trabalhadores em atividade durante o protesto.
Agora, uma nova audiência acontecerá no dia 19 de agosto, a partir das 17h. E, já nesta quinta, os paulistanos que dependem dessas linhas terão mais tranquilidade para se locomover.
Projeto de lei garantirá empregos
Um dos pontos principais para o fim da greve da CPTM foi a garantia do governo estadual de que os 4.700 empregos dos funcionários da estatal serão mantidos. Ele irá protocolar um projeto de lei na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), com essas garantias. Ainda assim, mais cedo, Tarcisio disse que já existiam mecanismos com essas garantias e que ninguém tinha sido demitido.
Agora, quando a Trivia Trens reassumir as linhas 10-Turquesa, 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, os funcionário que hoje são da CPTM não poderão ser demitidos. A empresa assumiu as linhas no dia 20 de julho, mas no dia 23, após um vagão pegar fogo em um curto, além de outros problemas, o governo devolveu a concessão à estatal, até que a empresa tenha condições novamente de tocar os trens.
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