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São Paulo (SP), terça-feira, 21 de julho de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – O empresário Marcelo Magalhães, 31 anos, foi sequestrado dia 16 de julho e ficou em cativeiro, em Carapicuíba, na Grande São Paulo, onde teria sido torturado e morto pelos criminosos, que já foram presos. No entanto, essa prisão aconteceu porque a mãe de um deles entregou o próprio filho à polícia.
Lucas Soares, 28 anos, era amigo próximo de Marcelo e teria até tido uma relação afetiva com ele. Então, segundo a polícia, teria armado a emboscada para o amigo, que foi visto pela última vez na estrada da Fazendinha, em Carapicuíba.
Zemira Santos Soares, a mãe do suspeito, disse que, em 17 de julho, o outro filho, Paulo Sérgio, que também foi preso, chegou em casa e começou a chorar. Ele estava lá para visitar a filha.
Filho revela morte de Marcelo

Na oportunidade, Paulo Sérgio disse à mãe que Lucas só causava problema, inclusive para ele. E disse que o irmão e amigo de Marcelo roubava as coisas em casa. Depois, a namorada de Paulo Sérgio revelou à sogra que os dois irmãos, além de Júlio César Moura Batista, o terceiro preso, teriam roubado e matado uma pessoa da alta sociedade.
Além disso, destacou que o crime estava tendo grande repercussão nos meios de comunicação. Então, a mãe de Lucas e Paulo Sérgio foi a uma delegacia e denunciou os três.
De acordo com a polícia, Marcelo ficou em cativeiro e, depois de torturado e morto, foi levado a uma área afastada na cidade da Grande São Paulo. Em seguida, os criminosos jogaram o corpo dele no rio. No entanto, o corpo da vítima ainda não foi encontrado.
Antes disso, os três criminosos chegaram a gravar vídeo com o empresário, ainda vivo, no cativeiro. E até mesmo com o carro dele, que era blindado e foi abandonado depois do crime.
Lucas seria usuário de drogas
Ainda de acordo com as investigações, Lucas Soares, agora preso, seria usuário de drogas e que no mesmo dia que Paulo chorou, ele teria chegado ao apartamento da mãe alterado e dizendo que ‘mataria todo mundo.
Durante o sequestro o empresário, a vítima foi obrigada a fazer diversas transferências em PIX, de ao menos R$ 3.800, da conta da empresa dele. Para isso, usou a conta corrente da mãe da namorada para colocar o valor. O restante dos valores teria sido distribuído na conta de familiares de Lucas.
Agora, a polícia segue em busca de Marcelo e já foi encontrado vestígios de sangue em uma comunidade onde teria ficado em cativeiro. E, praticamente, não há mais esperança de encontrar a vítima com vida.
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