Boliviano preso por trabalho escravo: o que se sabe até agora

Caso é trato como análogo à escravidão na zona leste de São Paulo

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Boliviano preso por trabalho escravo: o que se sabe até agora. Imagem: Divulgação Polícia Civil
Foto: Boliviano preso por trabalho escravo: o que se sabe até agora. Imagem: Divulgação Polícia Civil
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São Paulo (SP), sábado, 20 de agosto de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – Um boliviano foi preso em São Paulo nesta última quarta-feira (19), sob acusação de manter funcionários em trabalho considerado análogo à escravidão. O caso aconteceu em uma oficina de costura que funcionava na Vila Silvia, bairro da região leste da capital paulista.

No local, o boliviano Carlos Bustillos Nascimento mantinha a Confecções Bustillos Ltda., onde era o dono. Mas, acabou detido em flagrante no local do trabalho após uma operação realizada pela Polícia Civil de São Paulo.

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Além de trabalharem de forma irregular, muitos ainda moravam no próprio local. Esse caso é investigado por agentes do 24º DP (Distrito Policial) de Ponte Rasa, que apareceram de surpresa na ação.

Boliviano sonegava impostos, diz polícia

Boliviano preso por trabalho escravo: o que se sabe até agora. Imagem: Google Maps
Boliviano preso por trabalho escravo: o que se sabe até agora. Imagem: Google Maps

No local em que o boliviano foi preso na última quarta em São Paulo, a polícia constatou justamente essa redução de pessoas à condição análoga à escravidão. Entre outros delitos, se teve indícios de que houve sonegação de impostos como contribuição previdenciária por parte dos empregados.

Durante a diligência policial, os agentes também viram que havia risco para a saúde dos trabalhadores, que viviam e atuavam em condições insalubres. Depois, os policiais ainda descobriram um vídeo que mostra Bustillos agredindo um funcionário com socos e cabeçadas.

Fernando Herbert Lima Copana, que trabalhava no local, foi uma dessas vítimas do empregador. Inclusive, a Polícia Civil abriu um inquérito à parte para investigar possível indício de tortura contra ele e, eventualmente, a outros funcionários da confecção.

Na linha de investigação, há a suspeita de que outros colaboradores da empresa fossem agredidos como forma de ‘castigo’. E tudo isso a mando do homem preso nesta última quarta-feira na capital paulista.

Por fim, durante depoimento, o suspeito teria admitido parcialmente a agressão física contra um dos funcionários da oficina de costura na capital paulista.

Polícia pede prisão temporária

Agora, com todos esses dados reunidos, a Polícia Civil pediu que a prisão em flagrante seja transformada em temporária por ao menos 30 dias. Isso porque, segundo os investigadores, há necessidade de manter o boliviano detido devido à gravidade do que aconteceu, além do medo das vítimas e da necessidade de proteger as testemunhas durante o processo de coleta de provas.

Depois, a Polícia Civil seguirá com as investigações para procurar outras possíveis vítimas e que tenham ficado em condições análogas à escravidão. A defesa do suspeito boliviano preso ainda não se manifestou sobre o caso.

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✦ Notícias — Esta reportagem, publicada hoje, é assinada por Marcos Eduardo Carvalho, editor-chefe do Diário Prime. Marcos Eduardo Carvalho, nascido em São José dos Campos, jornalista formado em 1999 pela Unitau (Universidade de Taubaté), e que trabalha também no jornal OVALE, no portal Manezinho News e nos blogues do FolhaGo, Tecnotícias, Diário Prime e Olhar Automotivo Para acompanhar mais coberturas de Marcos Eduardo Carvalho, .

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