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São Paulo (SP), terça-feira, 11 de agosto de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – A Polícia Civil busca dois suspeitos de integrarem a quadrilha que aplica o chamado ‘golpe do falso advogado’, em São Paulo. Na manhã desta terça-feira (11), uma ação na região de Itaquera, zona leste da capital paulista, culminou com a prisão de três acusados de integrarem o grupo criminoso.
Nesta terça, a Polícia Civil ainda cumpriu mais sete mandados de busca e apreensão, todos no caso do golpe do falso advogado. Inicialmente, são cinco membros pertencentes à quadrilha.
O fato é que a CPJ (Central de Polícia Judiciária) de Barretos, no outro lado do estado, coordenou a ação que teve oito meses de investigação até chegar aos criminosos. Agora, segundo a CPJ, todos eles irão responder pelos crimes de associação criminosa e estelionato.
Mecânico denunciou golpe do falso advogado
O ponto de partida para a investigação do golpe do falso advogado começou na cidade do interior, quando um mecânico de 47 anos, morador de Barretos, procurou a delegacia. Na oportunidade, ele foi denunciar uma tentativa de golpe do falso advogado contra ele.
Na oportunidade, recebeu uma mensagem de alguém que se dizia seu advogado e falava que tinha vencido um processo judicial. No entanto, para que recebesse o determinado valor da ação ganha, teria que transferir cerca de R$ 10 mil para liberar esse valor e não pagar imposto.
No entanto, a vítima não chegou a concluir a transação, pois, logo percebeu que se tratava de um golpe. Ainda assim, clicou em um link e teria tido prejuízo financeiro, de valor não informado.
Segundo o delegado Gustavo Lopes Coelho, líder dessa investigação, os criminosos pegavam informações na internet e também faziam comércio ilegal de dados. Como atuavam em vários estados, conseguiam informações de diversos processos e seus valores das causas.
Com esses dados em mãos, tentavam enganar as vítimas, se aproveitando de dados reais. A quadrilha, inicialmente, é formada por quatro homens e uma mulher.
Criminosos davam aparência de legitimidade
Para concluir o golpe do falso advogado, os criminosos conseguiam criar uma aparência de legitimidade ao chegar aos clientes. Eles até usavam imagens verdadeiras e símbolos do Poder Judiciário, além de fazerem audiência virtuais, para parecer algo real.
Por fim, segundo a polícia, o golpe do falso advogado pegava entre R$ 10 mil e R$ 15 mil das vítimas. Computadores, celulares, dispositivos de armazenamentos e outros documentos foram apreendidos na ação.
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