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São Paulo (SP), sábado, 8 de agosto de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – Apesar do risco maior do ciclone-bomba já ter passado, o governo de São Paulo anunciou neste sábado (8) que mantém o Gabinete de Crise em funcionamento em todo o estado. Isso porque ainda quer seguir acompanhando os efeitos do ciclone extratropical que atingiu a região Sul do Brasil e que teve reflexos no Sudeste.
Segundo dados divulgados pelo Gabinete de Crise, a Defesa Civil paulista registrou um total de 15 ocorrências por conta das adversidades meteorológicas. Ao menos, não houve nenhum registro de mortes ou de pessoas desaparecidas, desalojadas e desabrigadas.
Agora, o trabalho da equipe da Defesa Civil é de monitoramento. Até porque o tempo na maior parte do estado ficou quente na manhã deste sábado, com muito sol e calor, se assemelhando mais ao verão que ao inverno.
Gabinete de Crise enumera principais registros

De acordo com os dados divulgados pelo Gabinete de Crise do governo paulista, quedas de árvores nas cidades de Ourinhos, no interior, Guarulhos, na Grande São Paulo, Caraguatatuba, no Litoral Norte, e Atibaia, na região de Campinas, foram as principais ocorrências no período. Outro relato foi um estabelecimento comercial em Vinhedo, na mesma região, que ficou destelhado por conta da força dos ventos.
Outra ocorrência foi a queda de um galho de árvore em uma casa de Cubatão, na Baixada Santista, e paralisações na balsa em Ilhabela, no Litoral Norte. Neste segundo evento, houve muitos transtornos para moradores da cidade e região, que não puderam embarcar durante alguns períodos.
No período de atenção, a Defesa Civil disse que enviou total de 28 alertas aos celulares dos moradores, na classificação de severos. Destes, 25 foram na quinta-feira e outros três na sexta.
Na oportunidade, os envios foram para 39 cidades do estado e ainda houve uma mensagem direta ao Litoral Sul e à Baixada Santista. Mas, também nada de grave aconteceu de fato.
Quem participa do gabinete
Esse Gabinete de Crise formado pelo governo do estado tem também representantes de vários órgãos, como concessionárias de gás, energia e água, além do DER (Departamento de Estradas de Rodagens), Polícia Rodoviária, Corpo de Bombeiros e demais agências estaduais regulatórias. Isso foi necessário após previsão de frente fria com ventos de até 100 km/h na quinta e na sexta-feira.
Com isso, o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergência) também passou a monitorar o momento climático. Com esse alinhamento entre as entidades, a articulação de apoio à população fica mais ágil em casos de emergência. Então, o Gabinete de Crise forma uma espécie de plantão até o final do alerta criado.
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