Mesmo após greve, trânsito tem 652 km de lentidão em SP

Ao menos, já houve uma redução do congestionamento em relação ao dia anterior

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Mesmo após greve, trânsito tem 652 km de lentidão em SP. Imagem: Governo de SP
Foto: Mesmo após greve, trânsito tem 652 km de lentidão em SP. Imagem: Governo de SP
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São Paulo (SP), quinta-feira, 6 de agosto de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – Mesmo com o fim da greve dos funcionários da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e com a volta do rodízio de veículos, o trânsito em São Paulo segue lento na manhã desta quinta-feira (6). Segundo dados divulgados pelo site da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), há 652 quilômetros de congestionamento por volta das 8h20.

Em comparação com o segundo dia da greve da CPTM, na quarta-feira (5), houve uma pequena redução de 7,9%. Naquela oportunidade, o congestionamento nas vias da capital chegava aos 708 quilômetros.

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Nesta manhã de quinta, a zona sul apresentava 213 km de lentidão, contra 154 na zona oeste e 146 na zona leste. Já a zona norte tem 109 km de lentidão, enquanto o centro tem 30 km de lentidão e apresenta a melhor performance.

Fim da greve e volta das linhas

Mesmo após greve, trânsito tem 652 km de lentidão em SP. Imagem: Governo de SP
Mesmo após greve, trânsito tem 652 km de lentidão em SP. Imagem: Governo de SP

A greve dos funcionários da CPTM começou à meia noite do dia 4 e terminou por volta das 16h do dia 5 de agosto. E foi o suficiente para gerar um caos no trânsito de toda a capital paulista, por conta da falta de trens.

Na paralisação, que atingiu as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, cerca de 750 mil passageiros foram afetados por dia. Com isso, muitos tiveram que recorrer aos carros particulares, transporte por aplicativo, metrô e ônibus.

E o Poder Público precisou ativar planos de contingência para minimizar o problema. Por exemplo, a prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio de veículos por dois dias e o governo do estado liberou 198 ônibus gratuitos para os usuários das linhas de trem afetadas.

Ainda assim, na manhã desta quinta, o trânsito ainda sentia o impacto dos dois dias anteriores.  Ao menos, os trabalhadores da categoria metroviária já voltaram 100% aos seus postos.

Empregos são principal preocupação

Essa greve de dois dias dos funcionários da CPTM aconteceu após o sindicato da categoria cobrar garantia de emprego para cerca de 4.700 funcionários da estatal. Isso porque as três linhas em questão foram passadas para a concessão privada, da Trivia Trens, que assumiu as rotas.

No entanto, o governo de São Paulo garantiu que ninguém seria demitido, mas ainda teve que apresentar um projeto de lei na noite de quarta, na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo). No projeto, a CPTM e a Artesp, entidades estatais, ficarão comprometidas a absorver os funcionários que, eventualmente, a concessionária não utilize.

Ainda na quarta, o governador Tarcisio de Freitas (Republicanos), acusou a greve de ser política. E pediu a volta imediata ao trabalho para não prejudicar os usuários do transporte no dia a dia.

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✦ Notícias — Esta reportagem, publicada hoje, é assinada por Marcos Eduardo Carvalho, editor-chefe do Diário Prime. Marcos Eduardo Carvalho, nascido em São José dos Campos, jornalista formado em 1999 pela Unitau (Universidade de Taubaté), e que trabalha também no jornal OVALE, no portal Manezinho News e nos blogues do FolhaGo, Tecnotícias, Diário Prime e Olhar Automotivo Para acompanhar mais coberturas de Marcos Eduardo Carvalho, .

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