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São Paulo (SP), quarta-feira, 5 de agosto de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – Os paulistanos que perderam uma consulta médica na rede pública municipal de saúde nesta terça (4) e quarta-feira (5), por conta da greve dos metroviários da CPTM, poderão reagendar as datas. Essa informação foi confirmada pela prefeitura de São Paulo em seu site oficial.
Ainda segundo a prefeitura, além da consulta médica, quem perdeu eventualmente algum exame marcado também poderá reagendar. Nestes casos, a própria unidade de saúde onde iria irá fazer o contato com o paciente e, por isso, não haverá necessidade de ir ao local apenas para o reagendamento.
Ainda assim, quem mora perto de alguma UBS (Unidade Básica de Saúde), poderá ir ao local de referência para tirar dúvidas. Desta maneira, irá minimizar o prejuízo causado pela paralisação dos metroviários.
Consulta médica é um dos prejuízos

A perda de consulta médica e exame marcados é um dos contratempos causada pela greve dos funcionários da CPTM, que atinge as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, incluindo o Expresso Aeroporto, desde terça-feira (4) e que já está em seu segundo dia. Além disso, trânsito também ficou comprometido e a ida ao trabalho e escola também se complicou.
Por exemplo, nesta manhã de quarta, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) chegou a apontar mais de 708 quilômetros de lentidão no trânsito da capital paulista. Inclusive, o rodízio de veículos foi suspenso desde terça, para minimizar os impactos da falta dessas linhas de trem.
Com a greve, também houve uma sobrecarga nos outros meios de transporte, como metrô e ônibus. Nesses dois dias, é possível ver os veículos lotados e as plataformas também com muita gente no aguardo para embarque.
Há relatos de passageiros levando mais de quatro horas para chegar ao destino. No caso dos que trabalham à noite, houve dificuldade até mesmo para conseguir voltar para casa.
Serviço médico é desafio
Marcar uma consulta médica pelo SUS (Sistema Único de Saúde) nem sempre é fácil em uma cidade de 11 milhões de habitantes. E, quando conseguem, muitas vezes é necessário esperar até meses pelo atendimento.
Agora, com a greve dos metroviários, que cobra a manutenção e garantia de 4.700 empregos, a dificuldade para agendar atendimentos fica ainda maior em São Paulo. Desta maneira, muitos que perderam uma consulta médica ou um exame agendado terá a oportunidade de reagendar. No entanto, isso só valerá para atendimentos perdidos durante os dias em que a greve permanece em São Paulo.
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