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São Paulo (SP), segunda-feira, 3 de agosto de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – Os trabalhadores da fábrica da Bombril, em São Bernardo do Campo (SP), voltaram ao trabalho na manhã desta segunda-feira (3), dois dias depois de um triplo homicídio contra três funcionários. Na oportunidade, outro colaborador da empresa, que estava de folga, matou três colegas com golpes de faca, em um caso de grande repercussão nacional.
Após a tragédia entre funcionários que, na verdade, são terceirizados, a Bombril paralisou a produção. Nesta segunda, todos voltaram ao trabalho, mas com algumas adaptações.
No último sábado, Claudio Henrique da Silva, 33 anos, foi à empresa para matar dois colegas, o conferente José Guilherme Victoriano de Moura, e do empilhadeirista Douglas de Souza Vieira. O supervisor Edvaldo Santos da Silva, de 44 anos, na tentativa de parar o massacre, também foi atacado e morto. Depois de preso, Claudio tirou a própria vida, já na delegacia.
Bombril coloca 18 psicólogos e assistentes sociais na empresa

Embora todos os funcionários envolvidos sejam da TPC, terceirizada, a Bombril tomou à frente e colocou 18 psicólogos e assistentes a disposição de todos os colaboradores. Segundo a empresa, eles irão se revezar nos três turnos e ficam à disposição dos demais trabalhadores da empresa.
Afinal de contas, com essa tragédia, que tirou a vida de quatro pessoas, todos ficaram abalados. E, quem se sentir desconfortável ou ainda estiver sem condições emocionais, poderá conversar com os profissionais contratados para isso.
Além disso, a Bombril informou que tem um canal ativo de ética, onde é possível fazer reclamações formais sobre diversos assuntos. No caso de Claudio, testemunhas disseram em depoimento à polícia que ele sofria bullyng de três colegas e que, por isso, teria ido à empresa na folga para acabar com eles. Ele tinha dois anos de trabalho na empresa.
Como foi o crime na Bombril
O triplo homicídio na fábrica da Bombril levou momentos de desespero aos funcionários, já que Claudio chegou armado com uma faca e foi para cima dos colegas. Pouco antes das 6h, antes de começar o turno, ele atacou Douglas e, inicialmente, muitos acharam que se tratava de uma briga de socos.
Na tentativa de fugir pela escada, já ferido, Douglas foi alcançado e ainda esfaqueado nas costas. O assassino também atacou José Guilherme, embora ainda não haja detalhes de como foi.
Por fim, Edvaldo, que não era um alvo inicial de Claudio, tentou intervir e até jogou uma cadeira contra ele. No entanto, foi esfaqueado e morto ainda na empresa. Em suas últimas palavras, pediu para não morrer, pois, era pai de dois filhos.
Então, Claudio, já cansado, foi contido por outros funcionários até a chegada da polícia na fábrica da Bombril; ele foi preso e se matou na carceragem. Já os outros três colaboradores mortos foram sepultados neste domingo (2), sob forte comoção.
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