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São Paulo (SP), terça-feira, 28 de julho de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – A morte do coletor de lixo Diego Rafael da Silva, 19 anos, na noite do último domingo (26), em São Paulo, gerou protestos da categoria. Com isso, a Loga, empresa responsável pelo serviço na Zona Norte da cidade, optou pela paralisação parcial até quarta-feira (29), como forma de protesto.
Isso porque o coletor de lixo, que era pai de uma menina de um ano e tinha a esposa grávida de sete meses, morreu ao ser atropelado na Rua do Bosque, região da Barra Funda. Desde a noite desta última segunda (27), a coleta de recicláveis das residências e prédios já estavam suspensas.
Em nota à imprensa, a Loga disse que o serviço voltará de forma gradual até quarta e agradeceu a compreensão da população pela paralisação. Além disso, a empresa prestou solidariedade à família de Rafael, que não irá ver a filha crescer e, além disso, não conhecerá a segunda filha que está a caminho. Regiões norte e Oeste foram as que mais sentiram o impacto da paralisação.
Coletor de lixo foi atingido no caminhão

No dia do atropelamento, o coletor de lixo Diego Rafael estava pendurado na parte de trás do caminhão, durante o serviço. Mas, um motorista embriagado, de 53 anos, em alta velocidade, o atropelou e o jogou longe.
Apesar do socorro rápido e de até mesmo uma médica parar para ajudar, o jovem funcionário não resistiu. E deixou a família de luto e revoltada pelo que aconteceu.
Na oportunidade, o empresário chinês Guofang Huang, 53 anos, inicialmente fugiu do local, mas voltou em seguida. Segundo os policiais que atenderam a ocorrência, o homem estava visivelmente embriagado e, inclusive, não conseguia parar em pé por conta disso.
Ao fazer o teste do bafômetro, acusou 0,73 miligramas de consumo de álcool, o que é praticamente o dobro do valor mínimo de 0,34 miligramas para a punição máxima. No caso, ele foi preso em flagrante e, após audiência de custódia, continuará detido.
Vítima é enterrada na capital
Na manhã desta quinta-feira (28), o coletor de lixo seria enterrado no cemitério da Vila Formosa, em São Paulo. Até por conta da pouca idade e da violência do atropelamento, o clima de revolta era muito grande.
Essa morte no trânsito na capital paulista foi mais um dos muitos casos de atropelamento causado por pessoas sob efeito de álcool. E o protesto nesta paralisação do caso do coletor de lixo é tido como um alerta para as autoridades e o aumento da fiscalização.
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