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São Paulo (SP), terça-feira, 2 de julho de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – A PM (Polícia Militar), descartou que o suspeito morto em confronto nesta última quarta-feira (1), estivesse envolvido no ataque ao tenente da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar), Ronickson Pimentel dos Santos, 39 anos, baleado no dia 27 de junho, último sábado, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. Nesta quarta, um homem foi morto em confronto com policiais no bairro de Guaianases, região leste da capital paulista.
Inicialmente, a PM suspeitou que se tratasse de um dos responsáveis por atirar no tenente da Rota no final de semana. Isso porque recebeu a informação de que estaria em Guaianases.
Desta maneira, os policiais o abordaram e o suspeito iniciou o confronto, o que levou à troca de tiros. Baleado, ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu.
PM segue em busca dos culpados

Agora, a PM segue em busca dos verdadeiros responsáveis pelo ataque ao tenente Pimentel. Sobre o homem morto na quarta, a Polícia Judiciária investigou a participação dele e a PM descartou essa possibilidade.
No domingo (28), a polícia prendeu dois homens, um de 40 e outro de 52 anos, por darem cobertura aos homens que atiraram no tenente da PM. E ainda apreenderam a moto usada no ataque, que era roubada, e um carro branco usado na cobertura, que tinha placas de Taubaté, cidade do Vale do Paraíba.
“A Polícia Militar esclarece que não atribui ao homem morto nesta quarta-feira (1º/7) a condição de suspeito da tentativa de homicídio contra o tenente Pimentel”, disse a corporação em nota oficial.
No dia 27, o tenente também estava de moto, à paisana, no semáforo, quando foi abordado e atacado pelos bandidos. Agora, ele está internado em estado grave na UTI do Hospital Mario Covas, em Santo André, onde já passou por cirurgia na cabeça.
Tenente é irmão de Eloá Pimentel, morta em 2008
O tenente da PM, Ronickson Pimentel, é irmão de Eloá Cristina Pimentel, que em 2008 foi morta pelo ex-namorado, Lindemberg Alves, quando tinha apenas 15 anos. Ele, com 22, foi condenado há 39 anos e três meses de prisão quatro anos depois.
Na oportunidade, ele não se conformava com o fim do relacionamento de três anos e a fez refém, deixando em cativeiro em Santo André por 100 horas. Depois, ele atirou na amiga dela, Nayara, que estava junto, e em Eloá, que não resistiu e morreu na hora. No mesmo dia, o hoje tenente da PM fez concurso público para entrar na corporação.
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