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São Paulo (SP), segunda-feira, 29 de junho de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – O tenente da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar), Ronickson Pimentel dos Santos, 39 anos, o tenente Pimentel, baleado na cabeça na manhã de sábado (27), em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, apresentou melhora em seu quadro de saúde. Após o atentado sofrido na Avenida Goiás, ele foi internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Mário Covas, em Santo André, também na Grande São Paulo.
No início da tarde desta segunda-feira (29), o perfil da Rota no Instagram atualizou o estado de saúde do Tenente Pimentel. “A tomografia realizada nesta manhã indicou melhora do edema cerebral”, diz a nota divulgada.
Segundo a Rota, ele permanece internado na UTI neurológica e sedado, com ventilação mecânica e sob acompanhamento da equipe médica, de forma contínua. Apesar da evolução, o quadro do policial, que é casado e pai de duas crianças, ainda é considerado muito grave.
Tenente Pimentel foi atacado quando estava à paisana

Na manhã de sábado, o tenente Pimentel saiu da academia, à paisana, em dia de folga, e já era monitorado por alguns suspeitos. Assim, ao parar no sinal com a moto dele, outra motocicleta com dois homens se aproximou e disparou.
Em seguida, fugiram e o tenente da Rota foi socorrido pelo Helicóptero Águia da Polícia Militar. Na manhã de domingo (28), a PM conseguiu prender dois homens, um de 50 e outro de 42, que estavam envolvidos na cobertura do ataque. Por enquanto, os responsáveis pela tentativa de execução ainda não foram presos.
O caso ganhou tamanha repercussão que até mesmo o governador do estado, Tarcisio de Freitas (Republicanos), se manifestou nas redes sociais. Segundo ele, se tratou de um caso de tentativa de execução e prometeu que o Estado vai fazer de tudo para prender todos os culpados.
Tenente perdeu irmã Eloá em caso de repercussão nacional
O tenente Pimentel, que agora luta pela vida, é irmão de Eloá Cristina Pimentel, assassinada pelo ex-namorado Lindemberg Alves em outubro de 2008, em Santo André. Na época, a menina tinha 15 anos enquanto o ex já tinha 22.
Como ele não aceitou o termino do relacionamento, a seqüestrou e a manteve em cativeiro por mais de 100 horas, o mais demorado já registrado no país. Na oportunidade, a imprensa chegou a cobrir o caso em tempo real, quando Nayara, amiga de Eloá, também ficou de refém.
Por fim, o desfecho foi trágico, com Elindemberg atirando nas duas, com a ex-namorada não resistindo e morrendo. Agora, o assassino da irmã do tenente Pimentel cumpre pena de 39 anos e três meses de prisão.
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