São Paulo (SP), sexta-feira, 24 de julho d 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – A morte do menino Abdoulaye Dieng, de um e quatro meses, na Creche Luz do Brás, na última quarta-feira (22), pode ter acontecido por asfixia. Ao menos, é o que diz um guia médico da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Mooca, na zona leste de São Paulo, para onde ele foi levado na manhã de quarta-feira (22), quando aconteceu o acidente.
Na oportunidade, Dieng estava na creche brincando, quando prendeu a cabeça entre uma grande e um espelho, enquanto estava em uma atividade recreativa. No entanto, as monitoras demoraram seis minutos para perceber e socorrer a criança.
Então, elas chamaram a PM (Polícia Militar) e levaram a criança à UPA, onde não resistiu aos ferimentos e morreu. Os pais são senegaleses, moram no Brasil há oito anos e ficaram devastados com a perda do filho. Inclusive, a mãe da criança teria passado mal após saber na notícia.
Criança estaria sem supervisão na creche, diz defesa
A defesa da criança sustenta que, na hora em que o acidente aconteceu, nenhum funcionário da creche estaria no salão no momento. Na oportunidade, eles estariam participando de uma confraternização na sala da diretora, que fazia aniversário naquele dia, e teriam deixado Dieng sozinho. Essa informação, no entanto, ainda não é confirmada.
Em nota, a SME (Secretaria Municipal de Educação) informou que instaurou um procedimento administrativo para apurar o caso, independentemente da investigação conduzida pela Polícia Civil. Depois, também disse que, caso sejam confirmadas irregularidades, adotará as medidas cabíveis, incluindo o possível descredenciamento da organização responsável pela administração da creche.
No momento, cinco funcionárias da creche são investigadas pela Polícia Civil pela responsabilidade no caso. No entanto, o nome delas ainda não foi divulgado.
Agora, o caso foi registrado como homicídio culposo, ou seja, sem intenção de matar. E a SME informou ainda que prestará toda a assistência necessária aos pais da criança, além de um possível acolhimento necessário às outras crianças.
Funcionários disseram que bebê ‘passou mal’
Em mensagem enviada aos pais da criança, os funcionários da creche informaram que o bebê passou mal e que o levariam a uma UPA, por volta das 9h18 daquele dia. Em seguida, informaram que iriam para a UPA da Mooca.
E, cerca de 25 minutos depois, outra mensagem enviada ao pai de Dieng, pergunta se eles estão indo para a UPA. Inclusive, a defesa da criança informou que essa mensagem, que deu a entender que ele teria passado mal, também será analisada e poderá fazer parte do processo.
