São Paulo (SP) terça-feira 30 de junho de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – A moto utilizada por dois criminosos no ataque ao Tenente Pimentel, era roubada, segundo a Polícia Civil. A tentativa de homicídio ao tenente da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar) Ronickson Pimentel dos Santos, 39 anos, aconteceu na manhã do último sábado (27), na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul.
De acordo com a polícia, a moto utilizada no crime tem placas do Rio de Janeiro e foi abandonada pouco depois do ataque ao Tenente Pimentel. No entanto, quatro dias antes, o veículo foi roubado em São Paulo.
Segundo o boletim de ocorrência, o crime aconteceu na Rua Palácios, em Cidade Ademar, na capital paulista. Na oportunidade, o dono da moto estava na rua quando quatro homens em três motos anunciaram o roubo e levaram a motocicleta, que agora foi devolvida ao dono. O veículo havia sido abandonado entre as ruas Floriano de Sá e Roberto Koch, perto da comunidade de Heliópolis e a 3,5 quilômetros do local do crime.
Ataque a Tenente Pimentel foi premeditado, diz polícia
O ataque ao tenente Pimentel no final de semana ainda está sob investigação e dois suspeitos de darem cobertura, em um carro, para o crime, foram presos no domingo (28). Segundo o major Marcos Veradino, da PM (Polícia Militar), o tenente foi vítima, ‘com certeza’, de crime premeditado.
Agora, há mais uma nova pista, já que a moto apreendida tinha um capacete com digitais parciais e uma luva. Esse material foi levado para a perícia, que também investiga o carro usado na coberta, que tinha placas de Taubaté, cidade que fica no Vale do Paraíba.
No dia do ataque, o tenente da Rota estava à paisana e voltando da academia. Ao parar no semáforo com a moto dele, os outros dois criminosos na moto roubada chegaram e atiraram, sem levar nada, o que reforça a suspeita de tentativa de execução.
Desde sábado, Pimentel está internado na UTI do Hospital Mario Covas, em Santo André, onde passou por delicada cirurgia na cabeça. Embora o estado ainda seja gravíssimo, o último boletim médico apontou melhora no estado de saúde e evolução após a cirurgia.
Tenente é irmão de Eloá, morta pelo ex em 2008
O tenente Pimentel, que luta pela vida após o atentado sofrido, é irmão de Eloá Cristina Pimentel, morta aos 15 anos, em 2008, quando ficou 100 horas em cativeiro. Na oportunidade, o ex-namorado, Lindemberg Alves, então com 22, não aceitava o fim do namoro e a matou com tiros na cabeça. Uma amiga, Nayara, que estava junto, também foi baleada, mas sobreviveu.
E, no dia da morte de Eloá, em outubro daquele ano, o agora tenente Pimentel fez a prova do concurso para a Polícia Militar, a qual ingressou no ano seguinte e permanece até hoje.
