São Paulo (SP), terça-feira, 4 de agosto de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – O governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas (Republicanos) usou as redes sociais na tarde desta terça-feira (4), para atacar a greve dos ferroviários da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). A paralisação de três linhas nesta manhã, na zona leste da capital paulista, gerou um caos no transporte na cidade de 11 milhões de habitantes e afetou toda a região metropolitano.
Segundo Tarcisio, que concorre à reeleição ao governo do estado, essa greve dos metroviários tem cunho político. “Nosso compromisso é com quem acorda cedo todos os dias e precisa de um transporte público confiável para chegar ao trabalho, estudar, ir a uma consulta ou realizar um exame”, disse o governador. “A greve de hoje é resultado unicamente de instrumentalização política para prejudicar o passageiro e o cidadão de bem”, afirmou.
Segundo ele, o cidadão de bem “não suportam mais ver justamente aqueles políticos que dizem defender os seus interesses atuando para ferir seu direito de ir e vir”. Ainda em tom elevado, o governador disse que a aposta na baderna não irá ‘intimidar’ a gestão.
Concessão melhora os serviços, diz Tarcisio
O principal motivo da paralisação desta terça é que os metroviários reivindicam a estabilidade nos empregos após a concessão de algumas linhas. Atualmente, a ViaMobilidade é responsável por algumas linhas, enquanto a Trivia Trens ganhou concessão de outras três, mas teve o trabalho momentaneamente devolvido à CPTM por conta de falhas no funcionamento em julho.
Contudo, o governador rebate os grevistas e diz que uma concessão serve, justamente, para melhorar serviços e eliminar problemas de forma permanente. “Há uma jornada pela frente. Muito serviço e investimento, e o foco sempre é o usuário. Negociações aconteceram, garantias de manutenção de emprego foram dadas e descartadas pelo sindicato, que não só ignorou a proposta do governo, como também, mais uma vez, ignora a decisão da Justiça do Trabalho”, disse.
Greve atinge três linhas
A greve dos metroviários começou à meia-noite desta terça e atingem as Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, que são da Trivia Trens e estão sob comando agora da CPTM, desde julho. Inclusive, essas três linhas foram alvo de reclamações contra a privatização promovida durante o governo de Tarcisio de Freitas.
Isso porque, em julho, logo no terceiro dia de operação da concessionária, um vagão teve curto e pegou fogo. Na oportunidade, os passageiros próximos conseguiram sair a tempo e evitaram uma tragédia.
Com isso, por ordem do próprio Tarcisio, a CPTM retomou o controle das linhas até a Trivia Trens reunir condições de tocar novamente a concessão. Nesta quinta, o caos tomou conta do trânsito em São Paulo, com mais de 350 quilômetros de congestionamento em alguns pontos por conta da falta de linhas de trem. No total, foram mais de 2.000 quilômetros de congestionamento.
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