São Paulo (SP), quarta-feira, 12 de agosto de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – Desde o dia 1º de junho, o estado de São Paulo já registrou ao menos 12 ocorrências envolvendo balões. Esses dados foram divulgados pelo CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) nesta terça-feira (11), órgão ligado ao governo estadual.
Durante o período de estiagem, o risco de soltar balões se torna ainda maior, segundo o CGE. Atualmente, a entidade realiza um monitoramento contínuo, em todas as épocas do ano, para impedir incêndios e acidentes.
Inclusive, esses artefatos, que são proibidos e que são crime ambiental, colocam em risco até mesmo o pouso e decolagem de aviões nos aeroportos. No início do mês, um balão de ar quente caiu perto da pista enquanto um avião decolava em Guarulhos e, por pouco, não causou um acidente grave.
Soltura de balões geram outros problemas
Ainda de acordo com a Defesa Civil do estado de São Paulo, a soltura de balões causa problemas que vão além dos incêndios em tempo de estiagem. Por exemplo, há o risco de se atingir área urbana e causar danos irreparáveis a imóveis e até interromper serviço de energia elétrica.
Entre esses 12 casos recentes, um foi em São José dos Campos, no Vale do Paraíba. Na oportunidade, um artefato caiu no telhado de uma casa e foi necessário interromper a energia na região para a retirada do balão.
Outro caso mais sério aconteceu na Vila Matilde, em São Paulo. Nesse, o artefato proibido gerou um princípio de incêndio na casa, mas o Corpo de Bombeiros conseguiu controlar.
Agora, com a baixa umidade relativa do ar durante o inverno e vegetação seca, o risco de incêndio também aumenta. Até por conta do material em combustão produzido pelo artefato.
Defesa Civil pede colaboração da população
Durante o ano, a Defesa Civil pede para que a população também ajude a denunciar a soltura de balões no estado de São Paulo. Neste caso, devem procurar a Defesa Civil, pelo telefone 199, ou o Corpo de Bombeiros, pelo 193, além dos casos de emergência.
Atualmente, fabricar, vender e transportar o artefato já é considerado crime ambiental. Por isso, as autoridades pedem para que não incentivem essa prática que poderá custar vidas e trazer prejuízo material.
Por fim, o CGE conta com recursos de tecnologia avançada e sistema de monitoramento para acompanhar, no chamado tempo real, as condições meteorológicas. E isso, segundo a Defesa Civil, tem sido uma importante ferramenta na prevenção de casos como a soltura de balões.
