São Paulo (SP), domingo, 26 de julho de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – Por conta da estiagem de julho, o Sistema Cantareira seguirá como motivo de preocupação no abastecimento de água na Grande São Paulo em agosto. Isso porque a captação de água perde 25 bilhões de litros do reservatório e, agora, o nível está em 37,2%.
Nestes casos, ou quando o nível do reservatório do Sistema Cantareira fica entre 30% e 40%, a ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) autoriza a Sabesp a captar até 27 metros cúbicos por segundo além da chamada vazão transposta da Usina Hidrelétrica Jaguari. Esta fica na bacia do Rio Paraíba do Sul e também abastece parte do estado do Rio de Janeiro.
A próxima medição acontecerá no dia 31 de julho e, se continuar nesse nível será necessário recorrer a esse recurso. Apesar da preocupação, já era esperado esse volume menor nesta época do ano.
Sistema Cantareira irá se recuperar em outubro
Por enquanto, o Sistema Cantareira vive esse sinal de alerta por conta do baixo volume de água, mas a expectativa é de uma retomada do nível da água a partir do início do período das chuvas. Desta maneira, principalmente a partir de outubro, se o fenômeno climático El Niño não mudar a tendência, haverá mais chuvas e as águas começarão a ser recuperadas.
Para efeito de comparação, durante todo o mês de julho, o principal reservatório que abastece a Grande São Paulo recebeu 11,7 milímetros de chuva. Normalmente, a média é de 42,4 milímetros, ou seja, ficou em menos da metade do previsto.
E, com menos chuvas, o sistema de abastecimento também recebe menos água. Atualmente, a vazão está em 15,3 metros cúbicos por segundo, sendo que a média histórica está na casa dos 26,6 metros cúbicos por segundo.
Volume de água acumulado menor
Por tudo isso, julho se aproxima do fim e o Sistema Cantareira conta com menos água acumulada em relação ao mesmo período do ano passado, que já era baixo. No ano passado, eram 413 bilhões de litros de água, enquanto agora em 2026 ficou em 365 bilhões.
Em termos de comparação, a diferença de 48 bilhões de litros equivale a três semanas de captação de água pelas represas. Por fim, mesmo com todos os problemas, o Sistema Cantareira ainda está bem melhor que em 2015, na pior crise hídrica da história de São Paulo, quando ficou no chamado volume morto, faltando 102 bilhões de litros de água para chegar no início do volume útil.
